Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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Vida

Amazonenses fundam companhia de teatro no Rio de Janeiro

A “Casa 407 Companhia de Teatro” é formada por atores amazonenses e cariocas, e tem interesse em desenvolver trabalhos com a linguagem do clown


11/04/2015 às 08:37

Casa 407 Companhia de Teatro é como se chama o novo grupo criado por atores amazonenses na cidade do Rio de Janeiro. Interessados em realizar trabalhos de palhaçaria, Danilo Reis, Elisa Neves e Kassia Nascimento se reuniram com os atores cariocas Breno Paraizo e Luiza Machado para fundar a companhia.

Danilo e Elisa já haviam realizado trabalhos semelhantes, fazendo intervenções urbanas com os seus palhaços, no projeto Clowntidianno, do grupo manauara Cartolas Produções. Antes de se mudarem para o Rio de Janeiro para estudar teatro, eles já sabiam que queriam continuar com as investigações.

“Se hoje pesquisamos o palhaço, devemos isso ao grupo Cartolas, principalmente ao Jean Palladino. Como mudamos para o Rio, apesar de continuarmos levantando a bandeira do Clowntidianno, vimos a necessidade de criar nosso núcleo aqui”, explica Elisa, que já fez oficinas de palhaçaria com a atriz e palhaça Adelvane Néia, em Campinas, e com o grupo Maria Cutia, em Belo Horizonte.

Segundo a atriz, neste momento inicial da companhia, todos os integrantes estão investindo em oficinas e workshops de palhaço, música e circo. A importância desse processo também se justifica porque parte do grupo está tendo seu primeiro contato com palhaço na Casa 407.

Luiza Machado, por exemplo, afirma que mesmo tendo tido algumas aulas a respeito, essa é a primeira vez que tem uma relação interessada com o clown. Convidada por Elisa a integrar a companhia, a carioca conta que este é o seu contato mais intenso com essa arte, “e não é só com a palhaçaria, mas com o processo de criação dentro do universo. Aprendo muito nesse grupo a cada fase, a cada encontro. Acredito que nossas expectativas estão na mesma sintonia, todos nós acreditamos muito no potencial da companhia e de nossos projetos”.

Já Breno Paraizo chegou à Casa 407 ao ser convidado para compor uma trilha sonora para o grupo, mas o interesse pela linguagem do clown fez com que ele acabasse ficando. “A experiência no grupo está sendo excelente. Tanto pela oportunidade de me aprofundar num interesse recente meu quanto por estar vivenciando experiências muito boas com pessoas maravilhosas”, conta o ator.

Onde começou

O nome Casa 407 tem uma história. Segundo Elisa, o número é da casa de sua mãe, que faleceu quando a atriz tinha quinze anos.

“Ela nem pôde ver nada daquilo que estava para acontecer. Na casa 407, lá em Manaus, foi onde tudo começou. Lá foi o espaço onde trabalhávamos quando éramos Amattores, depois quando éramos Cartolas. Muita arte respirou ali dentro, muita coisa começou ali dentro. É um lugar especial não só pra mim, mas pros amigos que tenho e que hoje não estão aqui comigo no Rio, mas que são parte da minha história. A Casa 407 nasceu cheia de coisa para contar já”, diz.

O que está por vir

Para estreia da Casa 407 Companhia de Teatro, o grupo está preparando o espetáculo “Casmurro”, adaptação do famoso romance de Machado de Assis.

Segundo Kassia Nascimento, está sendo um grande desafio transformar a obra em um espetáculo de palhaço. Ela explica que o processo não é simples: “primeiro estamos fazendo uma análise ativa, através de improvisos, para conhecer cada cena que selecionamos para o espetáculo, verificar quais são as mais importantes, o que podemos transformar em número. Ainda não definimos o que cada um irá fazer. Estamos experimentando todos os personagens”.

Para o ator Danilo, o desafio se deve não só à rica obra de Machado, mas como também ao próprio caráter ambíguo do clown. “O palhaço é uma figura subversiva e nisso mora o nosso entusiasmo, mas também o perigo. Machado de Assis nos deixou uma obra impressionante e transpor isso para o universo do circo e da palhaçaria não é nada fácil. Estamos experimentando de forma naturalista as cenas, para termos dimensão do que temos. É instigante”, diz.

“Casmurro” está previsto para estrear no final de julho no Rio de Janeiro. Além deste trabalho, a companhia montará “O Defunto”, texto do francês René de Obaldia, com direção de Tarlia Laranjeira. Esse espetáculo surge a partir de uma cena curta de mesmo nome, que as atrizes Elisa Neves e Kassia Nascimento já apresentaram em festivais.


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