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'Amigos, amigos, amores à parte' lotou o Teatro Direcional no final de semana

Apesar de ter como nome principal do elenco Daniel Rocha (que deu vida ao homossexual Rony em “Avenida Brasil”), os holofotes do espetáculo caem, sem dúvidas, sobre a dupla feminina, composta pelas atrizes Júlia Rocha e Mariana Molina 01/04/2013 às 09:40
Show 1
Fernando Roncato, Júlia Faria, Daniel Rocha e Mariana Molina estrelaram o espetáculo
a crítica Manaus, AM

Catarina é mais Chico Buarque, já Ana se vê melhor representada nas canções de Caetano Veloso. Dessa forma se autodefinem as personagens de Júlia Faria e Mariana Molina, respectivamente, grandes destaques da divertida “Amigos, amigos, amores à parte”. Escrita por Ana Carolina Nogueira e Junior de Paula e produzida pela própria Júlia, a peça foi o destaque do final de semana no Teatro Direcional (Piso Buriti do Manauara Shopping, Adrianópolis).

“Fiquei 2011 inteiro atrás de um texto para trabalhar e não achava. Então, almoçando com um grande amigo meu, contei desse meu desespero e ele me enviou um e-mail com o título ‘Tenho a sua peça’. Quando eu o li, tudo fez sentido, era sobre aquilo que eu queria falar: amor que atendesse a todas as idades”, revelou a intérprete de Catarina.

Apesar de ter como nome principal do elenco Daniel Rocha (que deu vida ao homossexual Rony em “Avenida Brasil”), os holofotes do espetáculo caem, sem dúvidas, sobre a dupla feminina. Enquanto grande parte das mulheres se identificará com a personagem de Júlia, uma insegura e neurótica jornalista, outra boa parcela desejará ser um pouco mais parecida com Ana, uma jovem supermoderninha e bem resolvida consigo mesma.

Cenografia

Outro ponto forte de “Amigos, amigos, amores à parte” fica por conta de seu cenário. Como a trama da peça se passa no Rio de Janeiro e em Nova York e retrata o complicado relacionamento a distância dos protagonistas, a ideia de espaço e tempo é representada por um jogo de projeções – ora mostrando pontos da Cidade Maravilhosa, ora exibindo lugares de Manhattan –, lançado constantemente sobre os móveis claros que compõem o palco do espetáculo.

“A nossa cenógrafa arranjou uma maneira bem fofa de mostrar que os personagens, mesmo longe um do outro, estão juntos”, apontou Júlia.

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