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PRA VIDA INTEIRA

Saiba dicas para melhorar a qualidade de vida dos pets na fase da velhice do animal

A velhice é uma fase que exige mais cuidados com a saúde, alimentação e lazer dos pets. Especialista explica como funciona essa fase e quais cuidados podem ser tomados 18/11/2018 às 13:22
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Foto: Reprodução
Guto Oliveira Manaus (AM)

Cuidar de um animal não é tarefa fácil. A partir do momento que ele é adotado, o responsável pela adoção deve estar consciente que suas responsabilidades e deveres para com o pequeno filhote serão para vida inteira. É importante lembrar que ao adquirir um pet filhote deve-se pensar que esse pequeno irá envelhecer e semelhante aos humanos irá precisar de mais cuidados. Por isso, o ideal é que a orientação e assistência de um médico veterinário seja redobrada para que tanto a qualidade, como a longevidade de vida do seu “velhinho” seja garantida.

De acordo com o médico veterinário Filipe Rudhjá, diretor da clínica Diagnovet, animais idosos têm necessidades especiais, então pode ser necessário prestar um pouco mais de atenção neles do que em animais mais jovens. “À medida que animais envelhecem, seus órgãos ficam menos eficientes e eles ficam menos resistentes às infecções e outras doenças”, explica.  

Filipe Rudhjá diz que é nesse período que cães idosos, por exemplo, estão mais propensos a apresentar problemas de saúde. Os machos, segundo ele, normalmente apresentam   sinais de doenças na próstata, tumores no baço, fígado, problemas cardíacos a partir dos sete anos, e tanto os pequenos como os grandes apresentam problemas nas articulações, como artrites, artroses, displasias e luxações.

Já nas fêmeas os transtornos ligados ao trato reprodutivo, como piometra, mucometras, vaginites, tumores de mama (na sua grande maioria malignos) são doenças mais detectadas. “É preciso estar atento para qualquer sintoma que fuja ao equilíbrio fisiológico do pet e seja rapidamente diagnosticado por isso as visitas e exames de rotina são necessários”, alerta.

O veterinário também enumera problemas oftálmicos como catarata, olho seco, úlceras de córnea,  deslocamento de retina, além de problemas de tártaro e seus transtornos: gengivite , periodontite , retração da gengiva, perda óssea e perda do dente,  etc.   

Filipe ressalta a importância da alimentação, que deve ser específica e balanceada para este momento da vida deles onde o valor nutricional e maior ou menor em determinadas vitaminas e proteínas. “Os animais idosos tendem a apresentar uma diminuição da massa muscular e muitas vezes tornam-se obesos, mostrando a necessidade de uma alimentação com uma quantidade adequada de proteínas de alta qualidade para minimizar as perdas das reservas de proteína do organismo", esclarece.
 
Amor aos seus “Velhinhos”

A funcionária pública e presidente da ONG Sem Raça Definida, Carla Manarte, lembra com emoção o dia em que conheceu o Mosquito, cão sem raça definida de aproximadamente 14 anos. “Há exatamente três anos o vi no meio da rua, no sol, quase morrendo, e não consegui fechar os olhos pra ele. Ele estava cego de um olho e teve que tirar, além disso teve erliquiose (doença do carrapato), TVT (tumor venéreo transmissível), anemia, problemas nos ossos, dentes inflamados entre outros problemas. Mas sabia que tinha um papel e uma missão com aquele animal”.

Carla conta que Mosquito era um cão traumatizado, tinha muito medo de corda, carro, barulho, e sempre que era tocado ficava desconfiado. “Ele pede carinho toda hora, e já tenho como um filho e os cuidados eu saberia que teria que ter e arcar com eles. É o que a grande maioria das pessoas nem sempre fazem e não se dão conta da atenção a um animal idoso”, ressalta.

Junta médica Pet

Membro da ONG ComPaixão Animal (CPA), a empresária e relações públicas, Saskya Canizosabe muito bem a importância de uma rotina de cuidados para uma melhoria na qualidade de vida de seus animais. Tutora do cão Harley Davidson, um poodle de 10 anos, além de outros cães e gatos de idades variadas, ele garante que o sentimento é fraternal. “Harley Davidson é meu filho. Abro mão de muita coisa pelo bem-estar dele. Adaptei meu quarto para melhorar sua acessibilidade”, enfatiza.

Os cuidados em relação ao animal são muitos e ela foi descobrindo ao longo dos anos. “Ele é cardíaco e toma remédio diariamente. Além disso, tem alergias e a alimentação é totalmente monitorada”, explica.

Ele lembra outro ponto importante é que para se determinar se um cão é idoso vai depender da raça e de cada cachorro  “Raças maiores tendem a envelhecer mais rápido do que raças menores. Geralmente, "idoso" significa com mais de oito anos para um cão de porte médio e mais de cinco anos para um cão maior, mas essa variável é grande”, observa o veterinário. 

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