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RECOMEÇO

Amor pela arte faz família ganhar novo circo no palco do programa de TV ‘Domingo Show’

Em 2016, a estrutura do circo foi totalmente perdida em um temporal. A família cumpriu desafio no programa de Geraldo Luís, da TV Record, e recebeu tudo novo 30/04/2017 às 05:00
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Foto: Aguilar Abecassis
Mayrlla Motta Manaus (AM)

De geração em geração a família Galvão tem alegrado o Norte do País através das artes circenses. Fundado em 2012 por Leomar Galvão, 41, o Circo Nathaly Show deu uma lição para todo o Brasil de como o amor a essa arte pode reverter situações angustiantes. Em setembro do ano passado a estrutura do circo foi totalmente perdida devido a um temporal que caiu sobre a cidade. Nesse período a quantidade de chuvas estava acima da média, atingindo 66,2 milímetros de água, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

Naquele mês, o picadeiro estava alocado no bairro Petrópolis. Leomar conta que começou a filmar as águas do céu derramando sobre a lona. “Estava formando uma imagem linda e eu quis registrar”, relembra. No entanto, a situação se transformou num verdadeiro drama e ele, muito preocupado correu para dentro do local para ver se tinha alguma caixa de som molhando. “Deixei o celular com a Palhaça Fatinha que filmou toda a nossa estrutura sendo arrasada pela chuva”, complementou.

E foi justamente esse vídeo que deu a eles a chance de recomeçar novamente. A filmagem foi enviada para o programa Domingo Show, apresentado por Geraldo Luís, da TV Record. No palco eles cumpriram um desafio e ganharam uma lona nova, alocada no conjunto Santos Dumond, em Manaus, ao lado do campo de futebol do bairro. 

Herança patriarcal

Em show, Leomar faz malabarismo e trapézio, e esse talento veio do pai dele. “O primeiro circo da família foi fundado em 1920 pelo meu pai conhecido como Indiano, e desde lá nunca mais paramos. Sou da quinta geração circense. O nosso circo é o primeiro registrado no Amazonas”, explicou o proprietário.

As filhas de Leomar, as estudantes Nathalya Galvão, 22, e Crystal Galvão, 11, também herdaram o talento circense. Nathalya gira 50 bambolês no corpo, e Crystal fica suspensa no ar apenas com os cabelos no número ‘Força Capilar’. “Para nós que somos do circo essa arte é tudo. O que fazemos já é uma tradição que vem de geração em geração. A gente já nasce com a arte circense na veia”, opina Nathalya.

A irmã Crystal fala sobre como flutuar no ar com os cabelos suspensos numa corda. “Eu já faço isso há três anos e isso é normal para mim. Antes doía muito, mas agora já estou acostumada e não quero me dedicar a outra coisa. Eu amo a vida de circo”, pondera.

O esposo de Nathalya, Wendrel de Paula, 22, e a filha Ana Júlia, de 5 anos, abrilhantam o espetáculo apresentado pela família sempre de sexta a sábado, a partir das 20h. A pequena Ana, diagnosticada com Leucemia no ano passado, gira 15 bambolês. Enfrentando a doença com sorriso no rosto e fazendo graça a quem chega ao seu lado, Júlia está finalizando a quimioterapia. Bem enfática, ela respondeu à reportagem: “sinto Deus quando giro os bambolês”. 

A palhaça Fatinha, 41, também alegra os espetáculos. Há 25 anos ela se dedica à arte circense. Ela dividia seu show com o esposo, mas infelizmente o perdeu há quatro anos. Mas não o deixou. Quem a acompanha agora no palco é um boneco. “As piadas e esquetes que eu dividia com o Cacareco hoje apresento com o boneco. É uma continuação do que ele fazia”, disse.

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