Terça-feira, 18 de Junho de 2019
Vida

Amor trágico: ‘Camille e Rodin’ no Teatro Amazonas

Ator Leopoldo Pacheco comenta sobre a adaptação para os palcos do famoso romance; peça será exibida neste sábado, às 20h30



1.jpg 'Existem alguns filmes e peças que contam a história dos dois, mas nenhum que mostra esse período do romance entre Camille e Rodin', afirma o ator Leopoldo Pacheco, que interpreta o escultor
28/11/2013 às 11:53

A tórrida história de amor entre os escultores Camille Claudel e Auguste Rodin já foi retratada inúmeras vezes, seja nos palcos, no cinema ou na literatura. Contudo, talvez nunca de forma tão íntima. É o que defende Leopoldo Pacheco, ator que dá vida ao protagonista masculino em “Camille e Rodin”, espetáculo que invade o Teatro Amazonas (Largo São Sebastião, Centro) neste sábado (30), a partir das 20h30. A montagem foi realizada por meio do projeto “Vivo Encena” - viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (MinC).

Com direção de Elias Andreato, a peça foge um pouco da tradicional forma de adaptar biografias para o teatro. Isso tudo, em boa parte, fruto do trabalho de pesquisa feito pelo dramaturgo paulista Franz Keppler e pela atriz Melissa Vettore, intérprete de Camille. “Esse texto foi escrito especialmente para mim e para a Melissa. Existem alguns filmes e peças que contam a história dos dois, mas nenhum que mostre esse período do romance entre eles”, destacou Leopoldo, em entrevista à equipe de reportagem do BEM VIVER. “É algo inédito”, acrescentou.

Rodando o Brasil desde que estreou no Museu de Arte de São Paulo (MASP), em junho de 2012, o espetáculo vem aumentando o seu número de espectadores a cada apresentação. Este sucesso, segundo o ator, tem explicação: “Como é a história de dois ícones, acho que as pessoas acabam tendo um interesse muito grande em conferir. Muitos querem saber ‘para onde foi’ esse romance e o que aconteceu com Rodin e Camille”, justificou Leopoldo. “Camille, por exemplo, vem sendo mais reconhecida como uma grande escultora”, reforçou.

Circuito
Além da capital paulista e de seus municípios, a montagem já passou, também, por alguns dos principais teatros do País, nas cidades de Porto Alegre, Vitória e Belém. No ano que vem, a partir de março, é a vez do Rio de Janeiro receber temporada da peça. “Eu, Melissa e toda a produção ficamos muito orgulhosos de ‘Camille e Rodin’, pois são raras as oportunidades de se apresentar em grandes anfiteatros, como é o caso do Teatro Amazonas. É muito prazeroso levar nosso trabalho para lugares tão distantes, assim como deve ser para o público conferi-lo”, apontou Leopoldo, que sobe ao palco do TA pela primeira vez.

Trilha sonora
A apresentação de “Camille e Rodin” em Manaus, assim como foi em Belém, terá um diferencial das demais: a trilha sonora do espetáculo será executada ao vivo sob a regência do maestro Jonatan Harold ao piano, acompanhado de um quarteto de cordas. “As músicas acabaram sendo gravadas todas no ‘eletrônico’, mas sentíamos a falta do acústico. Como a peça é muito artesanal, decidimos regravá-las, dessa vez, com um quarteto de cordas, flauta e piano. O resultado ficou tão bom que sentimos a necessidade de colocá-lo em cena. O espetáculo se torna muito ‘quente’ com música ao vivo”, comentou o ator. “Fomos muito felizes na escolha da equipe. Em todos os sentidos”.

Serviço

O que é: “Camille e Rodin”

Quando: Sábado, dia 30, às 20h30onde Teatro Amazonas, Largo São Sebastião, Centro

Classificação: 12 anos (menores de 12 anos somente acompanhados de pais ou responsáveis)

Ingressos: R$ 40 a R$ 30 (inteira)

Informações: (92) 9201-7646

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