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André Matos faz show em dezembro na capital amazonense

Vocalista vem para mostrar o premiado trabalho “The Turn ofThe Lights”, de 2012 19/10/2013 às 10:30
Show 1
André Matos diz que os companheiros da banda solo estão ‘mandando ver’
Loyana Camelo ---

Já faz vinte anos que André Matos conheceu o sucesso com o lançamento de “Angels Cry”, primeiro CD do Angra. Foi quando uma banda brasileira de heavy metal finalmente ganhou respeito no exterior, pela ousadia de misturar o ritmo pesado com a sutileza da música clássica. Desde então, Matos - que já participou de diversos projetos e desde 2007 desenvolve trabalho solo - é considerado a voz expoente do metal made in Brazil. Seu mais recente disco “The Turn of The Lights” será apresentado aos fãs amazonenses no dia 06/12 no Teatro Direcional. O vocalista se diz ansioso para mais uma visita ao Amazonas, onde tenciona ter tempo hábil para fazer turismo - inclusive no interior.

O espetáculo será dividido em duas partes: na primeira, Matos e banda tocam faixas de “The Turn of The Lights”, ao lado de sucessos da carreira do músico em geral incluindo as fases Viper, Shaman e solo. Na segunda, o álbum “Angels Cry” será tocado na íntegra.

Em entrevista ao jornal A CRÍTICA, o vocalista disse que este formato de show é uma “proposta de libertação”. “É a liberdade de escolha, de poder me apoderar do repertório de toda a minha carreira”, afirmou. “Tem gente que diz ‘ah, meu passado está morto e enterrado, quem quiser me ouvir vai ter de se contentar com as músicas atuais’. Não funciona assim. O ‘Angels Cry’ é um disco maravilhoso, técnico, difícil de ser tocado e cantado. Ele não podia ficar de fora dessa turnê, ainda mais neste ano comemorativo”, explica.

A fórmula

Tido como referência de vocal desde o início, com o Viper, André Matos parece ter encontrado a fórmula do sucesso. Dentre seus trunfos, pode-se citar o teste para assumir os vocais do Iron Maiden em 1992. Exemplo mais recente é “The Turn of The Lights”, o qual conquistou a categoria de Melhor Disco de Metal Brasileiro pelo Prêmio Dynamite (promovido pela revista homônima), sendo a escolha foi feita pelo público. Mas ele desconversa ter em mãos esse segredo.

“Toda vez que me proponho a fazer um álbum, existem pressões externas e esse é o maior pesadelo do músico. Porque você é cerceado em sua criatividade em função de questões mercadológica. Então, faço o melhor, cuidando de manter minha identidade. Tenho a felicidade de ter um público fiel no Brasil inteiro, o qual eu consegui ao longo dos anos doutrinar para esperar sempre algo novo em todos os meus trabalhos”, comenta.

Vocalista por acidente

Em verdade, Matos confessa que virar vocalista foi “acidente”. Ainda na infância começou a nutrir o sonho de ser pianista e quis seguir a carreira em orquestra. Tanto que graduou-se em Regência Orquestral e Composição Musical. “No piano eu descobri um companheiro pra vida toda”, frisa. A voz aguda, sua marca registrada, ele diz estar mais encorpada. “Mas aprendi que a plenitude vocal do homem vem aos 50 anos de idade”, diz Matos, atualmente com 42.

Do Amazonas, ele guarda boas lembranças de shows e amigos. Diz que gostaria de conhecer o Estado por inteiro. “Quero passar um período de férias aí, ir pra Presidente Figueiredo, São Gabriel da Cachoeira. Gostaria de conhecer mesmo, a fundo. Quando rolar, com certeza vai virar inspiração de música”.

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