Quarta-feira, 28 de Outubro de 2020
Cinema

Animação do AM está entre as finalistas de premiação nacional

“Lupita no Planeta de Gente Grande” é uma das cinco concorrentes da categoria "Série de Animação para TV Paga/OTT", do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro



b0130-1f_7C5B0B71-F5DC-4F06-B14B-B1483812C717.jpg Desenho conta a história do mundo pelo ponto de vista de uma bebê astronauta (Foto: Divulgação)
29/08/2020 às 13:54

Se tem uma coisa que “Lupita no Planeta de Gente Grande” entende é de aventuras colossais. Prova disso é que a bebê astronauta de pouco mais de um ano de idade recebeu uma honrosa missão: ser a representante do Amazonas na 19ª edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, que acontece no dia 10 de outubro. O desenho da produtora amazonense Petit Fabrik, em parceria com a Druzina Content do Rio Grande do Sul, é um dos cinco finalistas à premiação na categoria "Série de Animação para TV Paga/OTT".

Exibida na TV Brasil e na TV Cultura, a primeira temporada da série concorre junto com: Bobolândia Monstrolândia (1ª Temporada/ Nickelodeon e TV Cultura), da 44 Toons; Charlie, O Entrevistador de Coisas (1ª Temporada/ Discovery Kids), da Pinguim Content; Zuzubalândia (1ª Temporada – Cartoon Network, Boomerang, Tooncast América Latina), da Mariana Caltabiano Criações; e Turma da Mônica Jovem (1ª Temporada – Cartoon Network), da Maurício de Sousa Produções. O resultado da disputa – organizada pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais – será transmitido para todo o país pela TV Cultura.



CEO da Petit Fabrik – que iniciou sua atividade em 2007 –, Olimpio Neto fala que foram necessários muitos anos para a equipe conseguir fazer sua primeira série, então a felicidade já era enorme somente pelo fato de terem sido indicados ao prêmio na lista de abril. À época, 13 animações estavam listadas.

Segundo o produtor executivo, ter “Lupita no Planeta de Gente Grande” como finalista ao prêmio serve de combustível para a continuidade da empresa e, quem sabe, para a criação de um estúdio de entretenimento global a partir do Amazonas. “Só têm séries grandes na lista, de produtoras renomadas daqui do Brasil, e nós também estamos ali. Somos fãs de Maurício de Sousa e da Turma da Mônica desde crianças, e nosso nome está ao lado deles, com nossa primeira série. Tudo bem que passaram muitos anos até conseguirmos concretizar isso, mas, pra uma empresinha que começou no bairro Coroado, em Manaus, nós nos sentimos muito felizes e realizados”, destacou.

Ao todo, a 19ª edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro contou com a inscrição de 81 longas de ficção, 56 longas documentários, 64 curtas-metragens, 82 séries brasileiras, 37 longas-metragens internacionais e 14 longas ibero-americanos. Já a lista de finalistas reúne 35 longas-metragens brasileiros e dez estrangeiros, 15 curtas brasileiros e 20 séries (sendo cinco de animação para TV Paga/OTT, cinco documentários para TV paga/OTT, cinco de ficção para TV paga/OTT e cinco de ficção para TV aberta).

Concepção

A primeira ideia para Lupita surgiu em 2009, quando nasceu o primeiro filho de Olimpio Neto: Miguel. “Eu o via bebezinho e percebia como às vezes ele gastava tempo mexendo em uma coisa simples da casa, como uma gaveta, por exemplo. E eu fiquei muito intrigado com aquilo. Era pai de primeira viagem e achei muito curioso. Pensei que dava para fazer uma série a partir dali”, ressaltou o CEO da Petit Fabrik.

De acordo com ele, assim que saiu o edital de TVs Públicas da Agência Nacional de Cinema (ANCINE), a ideia bruta foi passada para o time de roteiristas, os idealizadores da série: Ademar Vieira, Estêvão Queiroga e Pedro Anversa. “Eles são os criadores de Lupita. Eles criaram todo esse universo de que a Lupita é um bebê astronauta chegando no planeta dos adultos. O único planeta que ela conhecia era a barriga da mãe dela. Então, quando ela nasce, tudo é novidade pra ela. E a Lupita é sobre isso, sobre as descobertas da primeira infância”, acrescentou.

Voltada às crianças de zero a três anos, a animação em 3D mostra o mundo pelo ponto de vista da protagonista, onde tudo o que os adultos falam é incompreensível. A única voz que ela compreende é a da narradora que conduz o episódio e a guia para descobrir coisas novas.

Formada por 13 episódios de sete minutos, “Lupita no Planeta de Gente Grande” fez sua estreia na gigante chinesa de streaming Youku, em dezembro do ano passado. E, em fevereiro deste ano, passou a integrar as grades da TV Cultura e da TV Brasil.

‘Bandidos na TV’

Ambientada em Manaus, a série da Netflix “Bandidos na TV” (em inglês, “Killer Ratings”), produzida pelas britânicas Quicksilver Media e Caravan, também está na disputa pelo Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. O documentário dividido em sete episódios, que estreou na plataforma de streaming em junho do ano passado, concorre na categoria “Melhor Série Documentário TV Paga/OTT”.

Dirigida pelo britânico-paraguaio Daniel Bogado, a série mostra a trajetória midiática e política de Wallace Souza, acusado de encomendar a morte de criminosos para aumentar a audiência de seu programa policial “Canal Livre”.

“Bandidos na TV” concorre com mais três séries documentais: primeira temporada de “Diálogo sobre o Cinema”, do Cine Brasil TV; primeira temporada de #OFuturoÉFeminino e segunda de Quebrando o Tabu (ambas da GNT).

 

Repórter

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