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Pets também precisam de check-up regularmente para prevenir doenças

De acordo com especialista, exames de rotina podem diagnosticar patologias genésticas ainda em filhotes 31/07/2016 às 01:06
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Veterinário Filipe Rudhjá afirma que animais devem fazer exames de prevenção
Natália Caplan Manaus

Cuidados com alimentação, fazer exercícios diários e se divertir em boa companhia. Essa é a receita básica que todas as pessoas deveriam seguir e oferecer aos animais de estimação. Porém, para ter qualidade de vida também é essencial estar em dia com a saúde. Já diz o ditado “prevenir é melhor do que remediar” e, se tratando dos pets, o cuidado deve ser redobrado. Afinal, eles não podem ir ao consultório sozinhos.

“A importância de um check-up preventivo para os animais é conseguir identificar possíveis patologias que se tornariam crônicas e irreversíveis”, diz o veterinário Filipe Rudhjá, 32, ao ressaltar que isso ainda precisa se tornar hábito. “O ideal é que esses exames sejam realizados de seis em seis meses. A medicina evoluiu e, a cada dia, a veterinária segue esses passos também”, completa.

De acordo com dados da Comissão Animais de Companhia (Comac), o setor de serviços para animais de estimação no Brasil ainda é maior que o de prevenção sanitária. Segundo pesquisas da entidade, 34% dos proprietários levam os pets para banho e tosa, enquanto apenas 11% fazem consultas periódicas com especialistas. Segundo o sócio proprietário da Diagnovet, isso está mudando gradativamente.

“Ainda é difícil o acesso à informação na consulta. Nossa clínica utiliza ferramentas de comunicação, como as redes sociais, para ampliar esse acesso. São poucos os clientes que realizam estes exames de rotina. Porém, isso vem mudando, com muita conversa e campanhas, mostrando aos tutores os inúmeros casos de sucesso, quando pensamos em prevenção”, afirma Rudhjá.

Vida mais longa

Outro ponto enfatizado pelo veterinário é a avaliação minuciosa do animal ainda nos primeiros meses de vida. Assim, é possível detectar problemas congênitos antes mesmo de o pet começar a apresentar sintomas e, consequentemente, criar um filhote mais saudável e ter a possibilidade de prolongar a vida dele.

“Ainda quando filhote, problemas congênitos relacionados aos rins, da tireóide, doenças auto-imunes, câncer de pele, entre outros, podem ser identificados. Quando falamos de diagnóstico precoce podemos ‘lançar mão’ de testes rápidos. Existem equipamentos cada vez mais sofisticados para detecção rápida diferentes exames”, declara.

Por isso, informou, a Diagnovet dispõe de equipamentos para diagnóstico rápido importados dos Estados Unidos — país de referência mundial na área. “Um dos meus princípios é sempre dar o melhor que podemos oferecer aos peludos. Temos os mesmos aparelhos utilizados no Hospital Veterinário da USP [Universidade de São Paulo], diz Filipe Rudhjá.

BLOG Lorena Castro, 23, formada em Ciência da Computação

"Há 1 ano encontrei Bell e Nina na rua, pretendia alimentá-las e colocá-las para adoção, mas acabei criando amor e então fiquei com elas. Minhas gatas são super inteligentes, brincalhonas, engraçadas e adoram dormir na cama, no quarto geladinho. O acompanhamento com veterinário desde vacinação, vermífugação, castração e todo o histórico clínico é extremamente importante. Visitando sempre um profissional de confiança, o pet perde o medo do consultório, fica mais tranquilo e feliz. Cuidar da saúde do animal é a melhor prova de amor."

Vacinação deve ser individualizada

Com mais de 13 anos de atuação, o veterinário Filipe Rudhjá escolheu a especialidade pelo contato com animais desde a infância. Entretanto, resgatava filhotes das ruas que morriam por doenças virais pela falta de conhecimento dele sobre a importância de cuidados básicos, como a vacinação. Este tema, inclusive, recebeu atualização dos protocolos internacionais.

“O novo protocolo é de que cada animal é único. Portanto, é necessário um esquema vacinal planejado e individualizado. Pensa-se que: quanto menos ‘V’ melhor. Ou seja, só se vacina para aqueles vírus que realmente o animal necessita. O mercado dispõe de vacinas para o veterinário montar o melhor esquema vacinal para cada filhote”, explica.

Ainda de acordo com o profissional da Diganovet, as múltiplas também seguem esse princípio. Hoje, afirma, a medicina veterinária dispõe de vacinas múltiplas importadas de qualidade. “Entretanto, ainda é importante que o veterinário conheça bem os princípios básicos da vacinação e os critérios envolvidos para se conseguir uma imunização de qualidade”, enfatiza.

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