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celebração acústica

Após 15 anos do sucesso do ‘Acústico MTV’, Capital Inicial retorna ao gênero desplugado

Banda traz para Manaus o show com o repertório do DVD gravado em Nova York, com as músicas mais recentes do grupo. 'Procuramos deliberadamente evitar a nostalgia, o cheiro de naftalina', avisa Dinho Ouro Preto 13/04/2016 às 17:15 - Atualizado em 13/04/2016 às 17:22
Artur César Manaus (AM)

Uma noite de celebração. É com esse espírito que a banda Capital Inicial se apresenta em Manaus, nesta sexta-feira (15), no Studio 5. Na bagagem, eles trazem a turnê do recém-lançado projeto “Acústico NYC”, combo de CD e DVD que marca os 15 anos do primeiro projeto acústico deles, o “Acústico MTV”, sucesso de vendas à época.

Gravado no Terminal 5, em Nova York, em julho do ano passado, o novo projeto apresenta os últimos sucessos do grupo em uma versão desplugada.

“A gente toca o Acústico NYC do começo ao fim, igualzinho ao show que fizemos em NYC, mesmo cenário, mesmas luzes, tudo igual! Depois... Depois a gente toca quase todos os grandes sucessos do Capital. O show dura duas horas e meia!!!”, anuncia Dinho Ouro Preto, em entrevista ao A Crítica.

Sobre os convidados do “Acústico NYC”, os cantores Lenine e Seu Jorge, Dinho Ouro Preto explica que eles quiseram fugir do óbvio. “São nossos amigos, têm uma vibe incrível, grandes músicos, que acrescentam um outro viés ao nosso trabalho. Outro olhar... Foi uma parceria incrível. Além de, aos nossos olhos, termos evitado o óbvio”. observa o artista.

O vocalista da banda lamenta que o “Acústico MTV” esteja fora de catálogo e dos sites de streaming. “Infelizmente o ‘Acústico MTV’ não se encontra mais disponível por problemas legais da própria MTV Brasil. Uma pena, porque foi um disco que deixou uma grande marca na música brasileira. Eu espero que isso se resolva, e que volte logo ao mercado. O ‘Acústico NYC’ só contém hits de 2002 pra cá. São as músicas que os fãs mais gostaram”, explica o artista.

Sobre o mercado digital de música, ele acredita que esse é um caminho sem volta, mas é preciso mudar o sistema de venda. “O futuro do mercado da música está certamente nestas novas plataformas. O CD físico já é, infelizmente, coisa do passado. Acho que o streaming no Brasil ainda tem que ser melhor regulamentado para que os artistas não sejam prejudicados nos seus direitos autorais. Do jeito que está, acho profundamente desfavorável aos compositores e intérpretes”, questiona.

MÚSICA E POLÍTICA

Assim como outros artistas, que têm se posicionado publicamente, Dinho não foge das questões mais polêmicas, como a situação da instabilidade política do Brasil. Para ele, a música é importante nesse processo e o Capital Inicial não ficará em cima do muro. “Acho que a música pode e deve ajudar a levantar as questões e discussões políticas de um País, e o Capital Inicial tem uma tradição em falar de política. Hoje o momento é de grande confusão e incerteza. Ninguém sabe no que vai dar. Está difícil ver um caminho. Talvez possamos contribuir para o debate de algum modo. Pode ser através da músicas, do que é dito nos shows ou com o que é postado em nossas redes sociais. O fato é que sempre falamos de política no passado e continuaremos falando”, pondera o vocalista.

SEM NAFTALINA

Apesar de celebrar o primeiro material acústico da banda, esse novo trabalho do grupo passa ao largo do repertório de 2000. “A gente sempre evitou viver do passado, viver dos grandes hits da nossa carreira. Sempre buscamos conscientemente esta renovação, pensamentos novos, letras novas. O Capital é isso. Procuramos deliberadamente evitar a nostalgia, o cheiro de naftalina. Esse acústico de certo modo é a celebração disso: são as músicas que lançamos de 2002 pra cá!”, destaca o artista.

Como eles mesmos cantam: “São águas passadas / Escolha outra estrada / E não olhe / Não olhe pra trás...”

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