Domingo, 29 de Março de 2020
CINEMA COMUNITÁRIO

Após passar por quatro comunidades, projeto ‘Cine Bodó’ encerra nesta sexta (21)

A programação terá uma roda de conversa com o tema “Outras narrativas do audiovisual. Contando nossa história”, na ocasião serão exibidos todos os filmes produzidos durante as oficinas de cinema nas comunidades



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20/02/2020 às 16:16

Após 15 dias de atividades de formação em quatro comunidades da periferia de Manaus, o Projeto Cine Bodó encerra as suas atividades nesta sexta-feira (21). A atividade acontece a partir das 19h, no Palácio da Justiça, localizada no Centro da capital. Durante a programação será realizada uma roda de conversa com o tema “Outras narrativas do audiovisual. Contando nossa história”, na ocasião serão exibidos todos os filmes produzidos durante as oficinas de cinema nas comunidades.

O projeto, iniciado em 2015, tem concepção e produção da gestora cultural e artista audiovisual Keila Serruya, e da diretora de cinema Dheik Praia. A proposta do projeto parte de três pilares, que visa fomentar formação, exibição e rodas de conversa, além de trazer pessoas para o diálogo acerca da importância de se recortar a realidade com consciência, independentemente dos seus meios e possibilidades.



Uma das idealizadoras do projeto, Keila Serruya, explica como é importante que cada jovem e adolescente que tem acesso às oficinas se torne o protagonista de sua história. “Eles se veem como um indivíduo capaz de também produzir narrativas e isso é muito importante, que são esses jovens falando em primeira pessoa, os jovens de periferia também tem direito de falar e o audiovisual é uma ferramenta de mudança, uma ferramenta de construir cidadania”, disse.

Para Dheik Praia, o objetivo da quarta edição é construir pontes. “Antes de tudo pensar território, particularidades, ferramentas, possibilidades, formas de encontrar e de perceber as narrativas do outro”, afirma.

Neste ano, quatro bairros receberam as oficinas de formação, a comunidade da Sharp, no bairro Armando Mendes, zona leste, foi a primeira a receber a mostra.  Em seguida foi a comunidade indígena Parque das Tribos, zona oeste, depois foi a vez do bairro Redenção, também na zona oeste, e por último chegou ao bairro Monte das Oliveiras, na zona norte de Manaus.

De acordo com Rojefferson Moraes, agitador cultural e mobilizador no bairro Monte das Oliveiras, último local a receber as oficinas, o Cine Bodó na comunidade possibilitou a movimentação da juventude. “Tudo foi feito por eles. Eles quem pensaram e criaram a história gravada, logo está sendo inserido a percepção deles com outro olhar e traduzindo a realidade por meio do audiovisual.”, disse.

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