Sábado, 25 de Maio de 2019
Lançamento

Após seis anos de hiato, banda carioca Blitz lança um novo álbum de retorno às origens

Em entrevista ao BEM VIVER, Evandro Mesquita fala sobre o novo projeto. "Esse CD é uma celebração de amigos"



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Atualmente o grupo é formado por Evandro Mesquita, Billy Forghieri, Juba, Rogério Meanda, Cláudia Niemeyer, Andréa Coutinho e Nicole Cyrne
03/01/2017 às 16:54

Um passeio por letras divertidas, característica de uma das principais bandas do país, responsável por revolucionar o cenário do rock brasileiro na década de 1980. Assim pode ser definido o “Aventuras II”, novo álbum da Blitz que volta a dar as caras depois de seis anos sem lançamentos.

O novo álbum ferve com a mistura de rock, pop, funk, reggae, samba e blues. Essa louca fusão ganha ainda mais peso com a participação de convidados tão ilustres quanto inusitados. Além de parceiros da velha geração do rock brasileiro como Paralamas do Sucesso, Frejat, Arnaldo Brandão, George Israel e Dadi, estão no disco amigos de outros gêneros como Seu Jorge, Sandra de Sá, Zeca Pagodinho, Alice Caymmi, Andreas Kisser, Pretinho da Serrinha e MC Cert.

Com uma formação sólida há mais de dez anos e contando com estúdio próprio, o grupo original do Rio de Janeiro faz uma viagem de volta às origens com o projeto que resgata o nome do primeiro disco de banda. “Rolou de novo aquele prazer que sentimos fazendo o primeiro disco da carreira”, conta Evandro Mesquista, que há mais de 30 anos é o líder da trupe. Em entrevista ao BEM VIVER, ele fala sobre o processo de produção de “Aventuras II”, como surgiram às participações e os esforços da banda em se adaptar as novas plataformas musicais.

Para você, o que esse novo trabalho representa?

Esse CD é uma celebração de amigos. Ele tem um astral próprio sabe? Agora nós temos estúdio próprio, então não tem aquela pressão pra fazer com pressa nem nada. Foram dois anos e meio colorindo e bordando o trabalho e ele saiu de muito prazer.

Por que resgatar o nome do primeiro disco de vocês?

O álbum é um novo começo pra gente. Nós estamos há uns 10, 12 anos com a mesma formação, uma formação sólida que fez com que nós crescêssemos muito juntos, musicalmente falando. Então pra gente rolou de novo aquele prazer que sentimos fazendo o primeiro disco da carreira da banda. O Gringo Cárdia foi o responsável pela capa do “Aventuras II” e ele também foi o cara por trás da capa dos nossos primeiros discos, inclusive o “Aventuras”.

Como surgiram os nomes dos convidados?

Foi tudo muito natural. A gente foi compondo ao longo de dois anos e meio, se encontrando uma ou duas vezes na semana no estúdio da minha casa e a gente ia ouvindo e pensava, por exemplo, que seria bacana entrar uma guitarra sangrenta depois de um sambinha. Daí surgiu o convite para o Andreas Kisser. O Pretinho da Serrinha nós chamamos pra ele fazer um bandolim. A maioria dos convites foi surgindo nos encontros da vida. O Zeca Pagodinho encontramos no aeroporto e ele é muito fã do filme “Os Normais” que eu participei. Falando sobre a trilha sonora, disse mandaria uma música pra ele e se ele gostasse, a gente faria essa parceria. Ele topou na hora. Os Paralamas também foi no aeroporto.

DVD, turnê... Quais os próximos passos da Blitz?

O caminho natural é esse. Fazer um DVD é uma coisa a se pensar ainda. Acabamos de lançar um clipe agora, um negócio bem bacana, moderno, com uma estética toda de história em quadrinhos. Como nós somos das antigas, dos tempos de vinil, ainda estamos engatinhando e aprendendo a utilizar essas novas plataformas de divulgação, então acho que a ideia no momento é conseguir divulgar nosso material nessas novas mídias.


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