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Apresentações teatrais nas ruas da cidade todos os finais de semana

Projeto "Teatro no Asfalto" une seis companhias teatrais e quer ampliar as ações do gênero "teatro de rua". Apresentações estão programadas para este mês 11/11/2015 às 09:31
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Coletivo visa intensificar teatro de rua em Manaus
LAYNNA FEITOZA Manaus (AM)


Quem está habituado em ver palcos erguidos ao alto não faz ideia do quanto as ruas podem ser uma arma bem eficaz em espalhar arte. O projeto “Teatro no Asfalto”, que seguirá com apresentações teatrais gratuitas durante todo o mês de novembro, se apóia nessa premissa.

O coletivo une seis companhias teatrais da cidade (Cartolas Produções, Grupo Baião de Dois, Teo Artes Produções, Soufflé de Bodó Company, Grupo Ulha Já e Cia de Atores Escalafobéticos), e responde às necessidades de ampliar o campo de ação do gênero “teatro de rua” na capital amazonense.

No próximo fim de semana, o público do bairro da Aparecida poderá conferir gratuitamente, na Praça da Bandeira Branca, o espetáculo “O Dragão de Macaparana”, da Soufflé de Bodó Company (dia 14, às 17h) e a montagem “Balões”, da Cartolas Produções (dia 15, às 17h), seguido da apresentação de “Maroca Pipoca – A Estourada do Norte”, da Cia. de Atores Escalafobéticos (dia 15, às 17h30).

De acordo com o ator e um dos organizadores do coletivo, Wallace Abreu, a primeira etapa da ação surge de forma experimental. “Neste momento estamos trabalhando de forma independente, sem apoios ou patrocínios”, pontua ele.“Da união dos grupos/companhias que tem trabalhado este tipo de teatro na capital, surge o movimento ‘Teatro no Asfalto’.

Após a concretização desta primeira etapa vamos sentar e fazer uma análise sobre o que foi desenvolvido. Mas pensamos em realizar esta ação com frequência, que ainda não foi por nós definida, mas possivelmente deverá ser semestral ou anual, dependendo das dimensões que a ação tome”, declara Abreu.

Ainda segundo Wallace, o principal foco é, neste momento, mostrar que há produção deste tipo de teatro em Manaus, por vezes esquecido ou menosprezado frente às outras vertentes.

Programação

O primeiro espetáculo a ser encenado no próximo fim de semana é “O Dragão de Macaparana”. A obra é uma livre adaptação de uma literatura de cordel e relata as aventuras de uma trupe de teatro mambembe. Eles adentram o sertão e vão pulando de cidade em cidade, sempre fugidos dos destinos anteriores. Ao chegarem em Macaparana, eles descobrem que um ex-cangaceiro aterrorizante, chamado João Babal, é quem comanda a cidade.

O espetáculo participou do “Circulação Histórica Projeto Sesc”, em Porto Velho (RO), além de ter como destaque os atores tocando ao vivo instrumentos como scaleta, triângulo e pandeiro.Já domingo é o espetáculo “Balões” quem ganha as ruas. A obra mostra um palhaço andarilho vendedor de balões, que carrega sua casa em busca de seu lugar no mundo, no sentido de se encontrar após uma grande perda. Preso em apego material e imaterial, se relaciona com seus pertences, sua saudade e com o público num grande jogo de poesia e comicidade.

O mais curioso é perceber que, por se tratar de um palhaço andarilho, os balões representam o conceito de movimento e mudança constante, além de promover uma forte interação com o público. “O público é muito utilizado, tem muita interação. Ele [o palhaço] pede ajuda para montar sua casa diversas vezes”, destaca o ator Jean Palladino.

A última montagem, “Maroca Pipoca – A Estourada do Norte”, circulou pela região mediante projeto aprovado no Prêmio Funarte Artes na Rua 2014. “É uma adaptação de uma dramaturgia do amazonense Arnaldo Barreto e vem sofrendo alterações a cada nova apresentação. É um trabalho em construção e acreditamos que nunca estará finalizado”, dialoga Wallace Abreu, intérprete de Maroca. Na trama, Maroca Pipoca, personagem já conhecida do público manauara, enriquece e se torna uma poderosa empresária, dona de uma fábrica de pipocas muito conhecida na região. Com a crise, a fábrica passa por dificuldades e na tentativa de se dar bem, um dos filhos de Maroca Pipoca assassina a mãe, de olho na herança.


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