Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
Vida

Apresentador do Discovery Channel aporta no AM para gravar ‘Monstros do rio’

O apresentador garante não se cansar das visitas, e mesmo com tanta experiência acumulada aqui e ao redor do mundo, diz estar sempre aprendendo



1.gif Jeremy Wade e sua equipe ‘acamparam’ no Tropical Hotel para trabalhar
03/06/2013 às 09:07

Há vinte anos, um inglês se propôs a conhecer mais intimamente as profundezas dos rios amazônicos e seus segredos por vezes desconhecidos até por caboclos da terra. Hoje, na condição de apresentador do canal Discovery Channel, Jeremy Wade volta mais uma vez ao local onde tudo começou para filmar um episódio do programa “Monstros do Rio” e na oportunidade, falou de sua relação com a região, com os animais daqui e os perigos que enfrenta e enfrentou para dar cabo ao ofício por si escolhido.

Atualmente na sexta temporada, “Monstros do Rio” já mostrou peixes amazônicos em momentos anteriores. Mas, a fauna dos rios é tão rica, que enseja frequentes retornos de Wade. O apresentador garante não se cansar das visitas, e mesmo com tanta experiência acumulada aqui e ao redor do mundo, diz estar sempre aprendendo.



“Existe tanta coisa aqui. São mais de 3mil espécies. E apesar de conhecer a região muito bem, estou aprendendo mais a cada visita, por isso quero sempre voltar”, afirma.

O inglês veio para interior Amazônico pela primeira vez em 1993, antes da fama, quando se aventurava por lugares ermos para tentar fazer matérias (escritas) e vendê-las como freelancer. 

“Passei bastante tempo convivendo com os ribeirinhos, que me ensinaram como viver a vida no interior. Aprendi muito sobre os mistérios do rio com eles”, diz, explicando também o quanto a Amazônia fascina seus conterrâneos ingleses. “O pessoal lá conhece peixes de mar. Já os de rio, não. Então existe essa curiosidade. Pouca gente sabe que, no meio da Amazônia, existe uma cidade (Manaus) com quase dois milhões de habitantes. Eu mesmo, antes de vir para cá, tinha opiniões conflitantes”, relata.

O conhecimento ajuda Wade até hoje a driblar os perigos das gravações tão próximas de criaturas potencialmente perigosas. Quer dizer, é justamente isso que o inglês deseja repassar por meio do programa: nem sempre as pessoas compreendem o comportamento dos peixes, por isso os rotulam de forma errônea.

“A mensagem do nosso programa é que muitos peixes podem ser meio assustadores, então o que devemos fazer? Nos esconder e não entrar na água? Devemos tentar matá-los? Eu então tento entender o peixe, pois se você conhece o comportamento dele, pode evitar futuros problemas”.

Singularidade

O motivo do interesse inicial de Jeremy Wade pela região amazônica tem nome: pirarucu. Para nós, um velho conhecido. Aos olhos do estrangeiro, um “monstro” pré-histórico, simultaneamente belo e assustador.

“Eu o acho fascinante. A aparência dele consegue ser ao mesmo tempo bonita e aterrorizante”, descreve. “Outro peixe curioso é o candiru. Gravamos uma vez um episódio mostrando um cara que havia sido atacado por ele, a operação para tirar o peixe, o resultado e tudo mais”, relembra, sem esconder a consternação causada pela memória.

Outra lembrança vívida de Wade na Amazônia foi o acidente aéreo vivido em 2005, quando o avião em que estava caiu no topo de algumas árvores. O espírito aventureiro, porém, nunca o fez pensar em parar.

Impedido contratualmente de entrar em detalhes sobre o episódio gravado nesta vinda, Wade se resume a anunciar mudanças no programa para esta nova temporada. “As histórias estão mais complexas”, adianta. Ainda no fim de semana, o inglês se dirigiu à Santarém (PA), onde ainda fez mais uma rodada de filmagens. A próxima visita ao Brasil acontece ainda este ano, porém para outra região que não a norte. O fascínio de Wade pela Amazônia, no entanto, não deve fazê-lo demorar para agendar um retorno.


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