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Arte e tecnologia no Museu das Telecomunicações, em MG

Investindo na interação, o museu traz não apenas réplicas antigas, mas ainda equipamentos com tecnologia sensível a toque e movimento, para permitir ao público interagir com os conteúdos 12/03/2013 às 09:33
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Tecnologia é o foco do Oi Futuro BH, que reúne exposições do fotojornalismo e artes visuais, e palco para espetáculos
Jony Clay Borges* Belo Horizonte. MG

Quem reclama da bateria do smartphone que sempre acaba no meio do dia não sabe ou não se lembra das agruras que os usuários já sofreram ao longo da história da telefonia. Os primeiros aparelhos de telefone, por exemplo, tinham uma manivela que precisava ser girada antes de se fazer a ligação. E o fax? O “avô” do aparelho, hoje caindo em desuso, era quase do tamanho de uma mesa de bar – e fazia um barulho terrível.

Essas e muitas outras curiosidades podem ser conferidas no Museu das Telecomunicações do Oi Futuro na capital mineira. Fechado no Carnaval para reformas e reaberto há duas semanas, o espaço agora conta com uma série de atrações interativas e recursos tecnológicos para apresentar ao público a trajetória das comunicações a distância no Brasil e no mundo.

Conteúdo à escolha

Investindo na interação, o museu traz não apenas réplicas antigas, mas ainda equipamentos com tecnologia sensível a toque e movimento, para permitir ao público interagir com os conteúdos. Numa mesa, por exemplo, é possível saber mais sobre a evolução da Internet por período pelo toque. Um painel reconhece movimentos e permite ao usuário ver os celulares usados em diversas épocas.

Os diferentes painéis trazem conteúdo em áudio que o usuário pode ouvir à escolha, graças ao uso de fones ativados por infravermelho. Além da História, os conteúdos incluem vídeos com reflexões sobre a atualidade e o futuro em outras áreas da tecnologia, como a robótica ou a manipulação genética. Outras atrações dialogam com redes sociais – como uma cabine em que o visitante pode tirar fotos com cenários antigos e compartilhá-las.

Várias linguagens

O Oi Futuro BH foi inaugurado em 2004, abrindo espaço para arte e história ligadas à tecnologia em mostras e espetáculos. Além do Museu, o espaço em Belo Horizonte conta com uma Galeria de Artes Visuais, com exposição d’O Grivo em cartaz; o Teatro Klauss Vianna; e uma Galeria de Artes Gráficas e Fotojornalismo.

Maquinaria de sons

Conhecido pelas suas experimentações com os sons, o duo mineiro O Grivo apresenta na Galeria de Artes Visuais do Oi Futuro BH uma série de “instalações sonoras” e um vídeo na exposição “Artefatos de som”, em cartaz até o dia 31 deste mês.

As instalações trazem mecanismos variados e complexos, produzindo interessantes paisagens acústicas a partir de sons aleatórios. No artefato “Conta-gotas”, tubos de vidro suspensos deixam cair gotas d’água em diferentes ritmos em baldes no chão. Os sons são ampliados com a ajuda de sensores, e parecem compor uma curiosa música de fundo.

Já na complexa “Engrenagens”, conjuntos de polias e correias ativadas por motores produzem uma “sinfonia” de ruídos a partir do atrito. Na “Máquina de arco”, o arco de um violino é movimentado de forma mecânica, e o espectador pode ouvir, ao mesmo tempo, o som original do violino e o mesmo som processado eletronicamente. Por fim, em “Máquina de luz”, feixes de luz interrompidas pelo mecanismo produzem os sons.

* O jornalista viajou a convite da Oi

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