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MÚSICA

Artista comenta o sucesso do musical ‘Cássia Eller’ e o retorno aos palcos em ‘All Star’

"Foi a maior experiência que eu tive como atriz", diz a manauara Jana Figarella que retorna a Manaus com show dedicado a Cássia Eller no dia 5 de maio 26/04/2018 às 15:04 - Atualizado em 26/04/2018 às 15:38
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(Foto: Divulgação)
Tiago Melo Manaus (AM)

Estrela do “Cássia Eller, o musical”, a manauara Jana Figarella volta aos palcos para interpretar novamente a cantora carioca que encantou toda uma geração nos anos 90. Desta vez, o foco do espetáculo “All Star: Um encontro que o tempo não apaga”, espécie de show costurado com pequenas cenas, está nos sucessos criados por Cássia em parceria com o amigo Nando Reis.  

O show, que reúne no repertório canções como “Malandragem”, “Bete Balanço”, “Por Onde Andei” e “Marvin”, e conta com a presença de Emerson Espíndola vivendo Nando Reis, estreou em São Luís (MA) no início deste mês. Manaus será a segunda cidade a receber o show, que acontece no dia 5 de maio, no Teatro Fucapi (av. Mário Ypiranga Monteiro, Manauara Shopping, Adrianópolis).

Em entrevista exclusiva, Jana, que também é cantora, compositora e professora de teatro, conta como se sentiu ao receber a notícia de que interpretaria Cássia Eller, as dificuldades no processo de imersão no universo da artista e as mudanças que o papel lhe proporcionou na carreira e na vida. Confira:

O que você sentiu ao ser chamada para viver Cássia Eller no musical de 2014?

Quando eu fui chamada para fazer o musical, foi uma mudança muito radical na minha vida. Até então, eu morava em Recife, era professora de teatro e, da noite para o dia, eles disseram que eu teria de me mudar para o Rio de Janeiro. Foi uma loucura. Sair do Norte atrás do sonho de fazer teatro e, de repente, cair nesse musical gigantesco com uma superprodução. Foi muito bonito, foi a maior experiência que eu tive como atriz.

Como surgiu a ideia para fazer o show “All Star: Um encontro que o tempo não apaga”?

No “Cássia Eller, o musical”, contávamos a história da cantora desde os seus 18 anos. E lá, havia uma passagem rápida do encontro dela com Nando Reis e eu sentia que as pessoas tinham vontade de ver mais sobre eles. Quando o musical parou, tive a ideia de chamar o Emerson, que interpreta o Nando para fazermos essa homenagem aos dois. É um grande tributo à amizade.

Qual era sua relação com o trabalho de Cássia antes do musical? 

Era bem básica. Eu só conhecia as mais famosas, “Malandragem” e “Palavras”. Como nortista, na minha época, não chegava muito música dela pra gente. Nas rádios, tocava muita música regional. 

Essa percepção foi alterada?

Com certeza. Depois da peça, fiquei encantadíssima com o tamanho e a força dela, tanto que meu trabalho de música autoral sofreu influências. Antes, exclusivamente regionalista, minhas composições agora tem um quê de rock que seria impossível ignorar.

O que foi preciso para dar vida à Cássia Eller nos palcos?

Primeiro, tive que cortar o cabelo. A semelhança física era importante e sempre usei o cabelo grande. Depois tive de fazer uma imersão no trabalho dela, entender a força da mulher, pegar os trejeitos, enfim, vestir a personagem. Acho a Cássia inimitável, ela foi única, mas eu tinha que chegar o mais próximo possível do que ela foi para fazer as pessoas acreditarem que estavam vendo uma homenagem dela e da lembrança do que ela foi.

Qual foi a maior dificuldade nesse processo de imersão no universo da Cássia?

Pra mim, encontrar o timbre da voz dela, foi uma das partes mais difíceis. Ela tinha um timbre muito grave e eu não, então fui buscando o desenho da voz dela. Foi onde eu consegui essa semelhança, essa proximidade. Acabou que minha voz deu uma encorpada depois de interpretar a Cássia, foi até um brinde que ficou para minha vida. Não tenho como me desfazer dele.

Dada à importância da Cássia Eller, e o carisma dela, você sentiu receio ao aceitar o desafio de interpretar a artista?

Eu tive bastante medo de fazer a Cássia, tive alguns problemas com isso, de pensar “caraca eu vou interpretar essa mulher super forte e que as pessoas são apaixonadas”. E a gente via isso na peça, o saudosismo das pessoas para com ela e suas músicas. Pra mim foi bem difícil. Até eu pegar confiança no trabalho, depois de várias apresentações, foi um caminho árduo. Na real, era uma grande homenagem para ela, mas dava um medo das pessoas rejeitarem. No fim foi tudo muito gratificante. 

Após quatro anos interpretando a Cássia, você sente um receio de ficar presa à “personagem”?

Não. Na verdade, isso de uma pessoa ou outra me comparar à Cássia, aconteceu poucas vezes. E nunca era uma comparação em relação ao trabalho, e sim à aparência. Contudo, não é algo que me incomoda.

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