Terça-feira, 19 de Novembro de 2019
FORMAÇÃO

Artista Daniel Melim realiza oficina de 'stencil graffiti' em Manaus

Atividade está na programação do Circuito de Artes Visuais, promovido pela Secretaria de Cultura, no Centro



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27/09/2017 às 13:33

Nesta semana, o grafiteiro e artista plástico Daniel Melim desembarca pela primeira vez em Manaus para ministrar uma oficina sobre “stencial graffiti” no Palacete Provincial, entre quinta-feira e domingo. A atividade de formação, que está com as vagas esgotadas, faz parte do Circuito de Artes Visuais, promovido pela Secretaria de Cultura até dia 1º de outubro. Nascido em São Bernardo do Campo, interior de São Paulo, Melim é referência na arte do estêncil e tem obras em muros de importantes cidades do Brasil e do exterior.

“O estêncil é a base do meu trabalho. É uma técnica relativamente simples e que gosto bastante porque oferece muitas possibilidades de aplicação”, comenta ele, que trabalha profissionalmente com a arte urbana há 15 anos. “Na oficina, vou abordar um pouco da história do estêncil e como as origens dele se situam na História da Arte. Em seguida, teremos a prática, com as técnicas para criar o próprio molde a partir de um desenho ou imagem de referência”.



As obras de Melim – que podem ser vistas em lugares como a Pinacoteca de São Paulo, na Galeria Choque Cultural e na lateral de um prédio na região da Luz – costumam tomar como referência antigas peças de propaganda. “Procuro retirar a função original dessas imagens, aplicando no meu trabalho e dando outro significado a elas. Também uso muito a tipografia, com letras e números”, ressalta.

Na visão dele, o estêncil é uma expressão que não está cristalizada no tempo e tem acompanhado a evolução tecnológica. “A partir de programas como o Photoshop podemos criar diversas camadas na composição da imagem, o que deixou o trabalho mais realista. Hoje temos artistas que conseguem resultados fantásticos com essa técnica”.


Dentre as obras do artista está o mural que se destaca na paisagem da Luz, em São Paulo

Fronteiras

O painel de 25x30 metros num prédio da avenida Prestes Maia, em São Paulo, talvez seja uma das obras mais conhecidas de Daniel Melim. No ano passado, o trabalho foi eleito, em votação online realizada pela Veja SP, como o grafite que mais representa a cidade. O artista saiu na frente de outros nomes de peso da arte de rua, como OsGêmeos e Nunca. “Esse painel tem uma proporção bem grande, então conseguiu interferir mesmo na paisagem da cidade, acabou virando um marco”, comenta.

A poucos metros dali, a arte de Daniel também compõe o acervo da Pinacoteca paulista. Para ele, o artista urbano deve ocupar todos os espaços. “O grafite mostrou isso pra gente, que poderíamos estar em diversos lugares, nas ruas ou nas instituições. Nem sempre essa transição funciona bem, mas não deixa de ser um reconhecimento. O grafite também trouxe um frescor para as artes visuais, permitindo que museus e galerias possam conversar com a geração mais jovem”.

Frases

"Estou super ansioso para conhecer os artistas de Manaus, já venho acompanhando um pessoal que produz aí. Também será uma oportunidade de aprender, além de ensinar".

"O grafite pode ser uma ferramenta para alcançar o jovem. No meu caso, comecei a me interessar por pintura a partir do grafite, e no contato com a História da Arte comecei a valorizar mais o meu trabalho".


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