Sábado, 24 de Julho de 2021
Artes visuais

Artista Denilson Baniwa integra mostra coletiva no Rio de Janeiro

Obra do amazonense compõe a exposição “Arte, Cidade e Patrimônio: futuro e memória nas poéticas contemporâneas”, sediada no Centro Cultural Oi Futuro



1909468_A84DDBD6-311B-41D7-8075-08C33DB06F87.jpg O trabalho feito em lambe-lambes ocupa duas paredes em “L” (Foto: Divulgação)
31/05/2021 às 20:10

Contar a história do Rio de Janeiro construída com a sobreposição da história indígena. É essa a proposta da obra “Repovoamento da memória de uma cidade-floresta”, do artista amazonense Denilson Baniwa, que compõe a exposição coletiva “Arte, Cidade e Patrimônio: futuro e memória nas poéticas contemporâneas”. Sob curadoria de Adriana Nakamuta, a mostra ocupa os andares do Centro Cultural Oi Futuro, na capital fluminense, e segue até 25 de julho.

O mural em lambe-lambe ocupa duas paredes em L do espaço e traz um pajé soprando histórias antigas da cidade do Rio de Janeiro – local onde o artista visual mora atualmente. “É um jeito que eu encontrei de contar sobre essas histórias esquecidas ou que a gente quase não lembra: o fato de toda cidade ser um lugar ancestral, com memórias antigas, que a gente precisa conhecer e reconhecer”, destaca Baniwa, que sempre procura mesclar referências tradicionais e contemporâneas em suas obras.



De acordo com ele, o convite para expor pela primeira vez no Centro Cultural Oi Futuro foi feito pela própria Adriana. “Ela conheceu meu trabalho, achou interessante e me convidou para participar da exposição, que está ligada à construção da cidade, da arquitetura do Rio de Janeiro”, pontua, ressaltando que foi a primeira vez que saiu de casa para montar um trabalho em uma exposição, desde o início da pandemia.

Produção Inédita

Para a exposição coletiva, os artistas foram convidados a apresentar uma produção inédita, conectada com a cidade do Rio de Janeiro, Primeira Capital Mundial da Arquitetura e também da Paisagem Urbana, ambos os títulos concedidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) – um em 2018 e outro em 2019, respectivamente. Não à toa, a exposição acontece no mesmo período do 27º Congresso Mundial de Arquitetos (UIA), que seria realizado pela primeira vez no Brasil no ano passado, mas ocorre este ano, em formato virtual, com agenda global.

A mostra é acompanhada por um catálogo-livro e atividades paralelas, como palestras, conversas, vídeo-depoimentos dos/das participantes sobre seus trabalhos e visitas mediadas virtuais. A visitação segue os protocolos de segurança sanitária previstos pelos órgãos responsáveis e deve ser agendada pelo portal eletrônico do espaço (https://oifuturo.org.br/agendamentocentrocultural/) ou por telefone (21) 3131-3060. A entrada é gratuita.

Destaque

Em janeiro do ano passado, o artista foi indicado como um dos 20 artistas que seriam destaques em 2020 pelos curadores convidados pela coordenação do Festival Internacional de Arte de São Paulo (SP-Arte). As previsões deram certo, já que Baniwa teve obras expostas em diversos espaços de grande visibilidade, entre eles a Exposição VaiVém do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e a 5ª edição do Circuito de Arte Urbana (Cura), ambas em Belo Horizonte (MG), a 22ª edição da Bienal de Sydney, na Austrália, e a mostra No Calor da Hora da primeira edição do projeto M.A.P.A. – Modos de Ação para Propagar Arte, no Rio de Janeiro.

Saiba +

A exposição coletiva do Centro Cultural Oi Futuro tem a curadoria de Adriana Nakamuta, doutora em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com estágio de pesquisa no Instituto Nacional de História da Arte de Paris, na França, e mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (SP). Atualmente, Adriana é Líder Nacional da Área de Educação da YDUQS e professora de Mestrado e Especialização na Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro.

Repórter

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