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Artes plásticas

Artista plástica Eliane Mezari celebra a mostra ‘Três Tempos’

Mostra que fala sobre passado, presente e futuro fica em cartaz até o dia 15 de setembro no Intercity Premium 02/08/2016 às 14:22
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Eliane Mezari é psicóloga por formação (Foto: Divulgação)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

A artista plástica Eliane Mezari começou sua arte desenhando na terra e na areia, com a ponta dos dedos. “A arte está no meu DNA. Eu adorava mimetizar a Greta Garbo quando criança, usando combinações de cetim da minha mãe”, diz ela. Em 1996, ela começou a vender as gravuras que fazia e fez então sua primeira exposição.

Passado alguns anos sem expor, Mezari começou a fazer arte em paredes, transformando móveis em sua casa. A partir daí, veio então a exposição “Deslocação”; no final de 2015 ela expôs “Vibrante” no Largo São Sebastião. E agora, ela acaba de inaugurar a exposição “Três Tempos”, sua oitava mostra, que ficará em cartaz no saguão e no restaurante do hotel Intercity Premium até o dia 15 de setembro.

Eliane, que é psicóloga por formação, afirma que a exposição “Três Tempos” surgiu com a consciência cabal da subordinação humana ao tempo. “O passado imutável, o presente palpável é fugaz e o futuro, incerto”, declara ela. “E colocar o tempo, em obras de arte é uma tentativa de apreendê-lo. Pois posso ser ‘imortal’ através da permanência das obras”, destaca.

Elementos

Para compor as obras, Mezari usa muitas cores. Numa mesma coleção, é possível encontrar telas muito vibrantes, e outras em tons pastéis. “Sempre que posso coloco um toque de vermelho, por conferir nobreza, força e sensualidade”, comenta. Ao todo, são 20 telas expostas que variam entre 1.23x73cm a 73X73. Em cada uma das telas, Eliane coloca uma referência poética.

Os elementos que fazem parte dos quadros são a sobreposição de papel, barbante, tecido e areia nas telas. “Gostam de matérias que ‘saltam’ na tela”, complementa. Ela pontua que a maturidade também a inspirou a falar do tempo nas telas. “Porque, filosoficamente, jamais seremos quem fomos ontem. Quando somos muito jovens, não conseguimos entender emocionalmente que a finitude é inevitável e a existência é um processo subordinado ao presente, passado e futuro”, assegura.

Curiosidades

O tempo sempre foi amplamente estudado. Santo Agostinho já estudava sobre o tempo na Idade Média, Albert Einstein dizia que “passado, presente e futuro são apenas ilusões”. E Salvador Dalí pintou relógios derretendo em sua obra “Persistência da Memória”, onde retratava o inconsciente, inspirado em Freud.

Serviço

o quê: Exposição "Três Tempos", de Eliane Mezari

quando: Até o dia 15 de setembro

onde: Intercity Premium (Rua Prof. Márciano Armond, 544, Adrianópolis)

quanto: Acesso gratuito

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