Terça-feira, 02 de Março de 2021
MÚSICA

Dan Stump revela sentimentos ao público e impõe reflexão em novo projeto audiovisual

Amazonense mostra um lado que poucos conheciam e cria trilogia de vídeos, além de EP



db80900e415756d765d00adacee0cdb37f83256a_727BEC57-7741-42FC-878C-22F0A15F9D0E.jpg Dan Stump é um artista consagrado na cena manauara independente. (Foto: Jhonny Moraes)
03/07/2019 às 21:03

Que Dan Stump é um talento singular amazonense, isso todos já sabem. Fazendo jus a isso, o artista lança agora seu novo projeto, uma mistura de música com audiovisual. Criando um EP de cinco faixas que “conversam” com uma trilogia de clipes, Dan revela ao público um lado bem mais profundo de sua vida.

“Meu show intitulado ‘Elo’ é a continuidade do meu projeto solo, onde canto minhas músicas autorias com intuito de aumentar essa ligação com as pessoas que vêm acompanhando o meu trabalho e estão na expectativa para o álbum, junto comigo”, ressalta o cantor.



Como lançamento da nova fase, o artista se uniu a nomes da música e da cultura amazonense para também fomentar outro tipo de projeto que idealiza. “A intenção do evento e da exibição do curta no teatro Gebes Medeiros foi de fomentar a cena local e levar esse formato de show para os nossos teatros”, afirmou.

Curtas

As músicas “Judite” (capítulo 1) e “Amarela” (capítulo 2) narram uma história ainda sem um final, que retrata o renascimento, encontros, descobertas, buscas e ânsias de Dan Stump como ser humano e artista amazonense.

A história começa nas margens do Rio Negro – criando a representação do renascimento - e na sequência vemos a obra do artista italiano Domenico de Angelis, “A glorificação das Belas-Artes na Amazônia”, que tem em seu centro figuras femininas, sobrepondo figuras clássicas a elementos regionais e efeitos de perspectiva. A alegoria representa a tentativa da sociedade da época de adaptar a cultura europeia à realidade local.

“Assim é iniciada a busca por uma possível verdade e amor, que transcende o amor romântico e carente que nos é estabelecido e é mais facilmente abordado. No curta, corro 99,8 quilômetros até minha cidade natal, Manacapuru, para me conectar com minhas raízes, onde passo por um ritual de purificação e libertação nas margens do Rio Miriti. A figura de minha avó aparece como divindade e é o ponto e resposta para as questões levantadas nesse primeiro capítulo”, explicou Dan.

Um olhar mais profundo No decorrer da história, além das referências feitas a Van Gogh, que traz uma reflexão sobre a solidão do artista holandês entre a cidade e o campo, também são abordadas as aflições por ele não ter o reconhecimento sensível de suas obras, além da incompreensão de sua personalidade pela sociedade em seus últimos anos de vida.

O curta também conta com cenas na igreja, como reflexão e questionamento da religiosidade que nos foi dada pela colonização. Também mostra o pano de boca, no salão de espetáculos do Teatro Amazonas, pintado pelo artista pernambucano Crispim do Amaral, trazendo mais uma vez a ideia do regional com a ligação europeia.

“Tudo que tenho desenvolvido no meu trabalho atualmente envolve fomentar, abraçar, conhecer o cenário local, dar valor para o que é nosso e o que podemos fazer para reparar essa estranheza que nos é oferecida quando se pensa no ‘regionalismo’. Estou me encontrando como artista, começo a perceber a importância que meu trabalho vem ganhando em representar nossa cidade no cenário local e nacional, isso é muito bonito e gratificante de se ver e sentir”, afirma o artista.

Repórter de A Crítica

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