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Artista visual propõe interpretação diferente para as pedras

Cristovão Coutinho enxergou nas pedras algo além de simples elementos comuns incorporados ao ambiente 13/08/2013 às 11:34
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Cristovão Coutinho fez questão de ressaltar a dessemelhança entre o material com quê de urbano e com quê mais ambiental
Loyana Camelo ---

A partir de observações cotidianas, o artista plástico Cristovão Coutinho enxergou nas pedras algo além de simples elementos comuns incorporados ao ambiente. Entendeu existirem representações e fins diversos aplicadas a estas, que acabam dando-lhes roupagens diferentes. Assim, Coutinho teve a ideia de reunir expressões que ilustrassem esta ideia e montou a exposição “Pedras”, a qual abre na sexta-feira (16), mostrando a Manaus seu olhar diferenciado e metafórico a respeito destas.

Para compor “Pedras”, Cristovão Coutinho preparou dez fotografias (oito destas impressas em uma lona plástica, de 1mx80cm; e duas impressas em papel A3), um vídeo (sobre tatuagem, mostrando a metáfora do corpo humano como pedra), uma instalação no centro da galeria (com sacos de lixo de garrafas pets, representando pedras como lixo) e a exposição de algumas pedras em si - estas, retiradas da cabeça do peixe pescada. A curadoria do evento ficou a cargo de Óscar Ramos.

“Nessa exposição eu quis representar a pedra em situações em que ela, além de ter o próprio uso como pedra, tem outras metáforas, como sendo suporte para ações humanas”, explica Coutinho.

Quem conferir “Pedras”, certamente irá notar, de um lado, inspirações urbanas e de outro, expressões mais ligadas ao meio ambiente. Essa heterogeneidade é proposital.

“Parte desse material provém de uma viagem que fiz pra São Gabriel da Cachoeira (AM) em 2009. A outra parte eu diria que tem uma conotação mais urbana”, diz.

Material humano

Uma relação interessante feita por Coutinho é a de também ver os indivíduos como “pedras”. Além do já citado vídeo que irá exibir na ocasião, fazendo conexão entre o corpo humano e a tatuagem, o artista ilustrou os próprios pais em uma das fotografias a fim de mostrar, em suas palavras, “a pessoa como permanência da memória”.

“É um casal de senhores, no caso meus pais, em uma foto trabalhada no Corel Draw (programa de desenho digital), no intuito de representar a questão da velhice. O estilo é algo próximo da pop art”, disse. Para os curiosos em desvendar o olhar diferenciado de Coutinho, a exposição está aberta até 10 de setembro.


Serviço

O que: Exposição “Pedra”, de Cristovão Coutinho. Curadoria de Óscar Ramos

Onde: Galeria CAUA / UFAM (Rua Monsenhor Coutinho, nº 724 - Centro)

Quando: Abertura na sexta-feira (16), às 19h. Diariamente, de segunda a sexta, das 14h às 18h

Quanto: Gratuito

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