PROJETOS

Artistas amazonenses lançam novos projetos para 2022

A produção de novos trabalhos artísticos na área da música, cinema, teatro e artes plásticas segue a todo vapor. A previsão é que sejam lançados até o fim do primeiro semestre desse ano

Gabrielly Gentil
11/01/2022 às 00:14.
Atualizado em 08/03/2022 às 18:08

(Evelyn Félix apostará em um novo estilo musical (foto: Ivan da Câmara))

O ano de 2022 promete uma grande movimentação no cenário cultural regional. A chegada do novo ano vem acompanhada de novos projetos de artistas amazonenses, que em breve serão lançados, e que muito tem a contribuir com o circuito artístico local. Artistas dos mais variados segmentos culturais trabalham para que seus espetáculos; oficinas de arte, músicas e demais trabalhos, logo menos, estejam acessíveis aos seus públicos. O BEM VIVER TV listou alguns desses projetos, para que você fique por dentro de tudo. Confira!

UNNA em novo estilo musical

A artista amazonense Evelyn Felix, que atende pelo nome artístico UNNA, lançará esse ano, com previsão para o mês de março, sua primeira música em português: será um funk em parceria com o rapper manauara Andrewxx. A cantora adianta que a nova composição terá uma pegada nortista.

“Eu tô fazendo a composição junto com o Ramon Ítalo. O processo de criação tá vindo juntamente com ele; a gente senta, conversa, debate muito. A criação do ‘beat’ do funk estamos fazendo com Viktor Judah que é meu produtor; Ficamos horas escutando músicas com referências que a gente quer. Também ouvimos muitas músicas nortistas, porque queríamos ter essa pegada nortista, então a gente ouviu as músicas ‘Piranha’, ‘No Meio do Pitiú’, e ‘Tic, Tic, Tac’ também”, revela Felix.

Manart: uma galeria de arte inovadora

Estampas inspiradas em obras de artistas visuais da região Norte fizeram sucesso no ano de 2021, na Manart Galeria. A artista visual, curadora e sócia do projeto Hadna Abreu revela que 2022 será ainda mais promissor; a começar pela exposição “Encontros”, que está disponível no espaço físico da galeria, no Centro Cultural dos Povos da Amazônia. “Treze artistas estão expondo na galeria Manart, onde também temos a loja que vendemos os produtos com as estampas dessas obras, como: camisetas; cadernetas; máscara de proteção; faixas de cabelo; e outros produtos”, destaca Abreu.

A exposição vai até o fim de fevereiro e, em breve, a Manart também irá lançar uma coleção de moda, além de oficinas de aquarela e grafite, entre os meses de janeiro e fevereiro. “[Esse ano] pretendemos fazer [oficinas], não só comigo, mas também com outros artistas. E, muito em breve estaremos lançando uma coleção de moda, com o estilista Maurício Duarte, que é manauara e reside em São Paulo”, enfatiza Hadna.

Um documentário na Tríplice Fronteira

O cineasta amazonense Rafael Ramos encerrou 2021, com a finalização do documentário que dirigiu para a Fiocruz, chamado “Revoada”. O filme, com duração de 24 minutos, fala sobre uma ação da instituição na Tríplice Fronteira, na qual uma equipe de pesquisadores se deslocou num barco laboratório até Tabatinga para identificar novas cepas da Covid-19. A pesquisadora Adele Benzaken (diretora da Fiocruz Amazônia), e o pesquisador Felipe Naveca (vice-diretor da instituição) são os personagens principais do projeto. Embora ainda não tenha uma data exata, a previsão é que a produção seja lançada ainda esse ano.

“O projeto mostra o trabalho desses profissionais nesse cenário pandêmico que a gente vive tendo que lidar com a propagação da desinformação, o negacionismo, corte de verba na área da pesquisa, etc. Além de retratar o trabalho desses profissionais em lugares geograficamente isolados. É um trabalho que busca mostrar a importância desses profissionais, que desde o início trabalham na linha de frente da pandemia”, ressalta Ramos.

Espetáculo amazonense

Em abril desse ano, haverá a estreia de mais um espetáculo do Grupo Jurubebas de Teatro, chamado “Fome de Quê?”. A obra contará as histórias dos moradores da comunidade ribeirinha de Julião - há 20 km do Rio Negro adentro, na região da reserva ecológica do Tupé. A peça será baseada em entrevistas coletadas durante o processo de pesquisa, que estão sendo transformadas em dramaturgia pelo escritor Euler Lopes, de Sergipe, com direção assinada por Fernando de Carvalho, diretor e bufão de teatro do Distrito Federal. O espetáculo entrará em temporada nas comunidades ribeirinhas da região do Tupé e já tem apresentações agendadas em Brasília (DF) e Campinas (SP).

“O projeto busca intensificar o intercâmbio artístico cultural entre artistas de diferentes regiões do País, se encontrando num único espaço e lugar: a cidade de Manaus. Integram o elenco deste espetáculo os artistas Jorge Ribeiro, Neuriza Figueira, Emily Dinalí e Felipe Maya Jatobá, que também assina a direção de arte da obra”, destaca o diretor do grupo, Felipe Jatobá.

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