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ARTES VISUAIS

Artista visual fecha ciclo de trabalhos com exposição inspirada na etnia Tikuna

"Petróglifo" entra em cartaz no Museu Amazônico, Centro, a partir desta sexta-feira (15), às 19h 12/07/2016 às 19:15
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foto: Heitor Loris/Divulgação
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

O artista visual Francisco Ricardo está afinando os preparativos para a sua próxima exposição, “Petróglifo”, que entra em cartaz no Museu Amazônico (rua Ramos Ferreira, 1030, Centro) a partir do dia 15 deste mês, às 19h. A mostra, que segue até 26 de agosto, é a terceira de um ciclo de trabalhos que nasceram do trabalho de conclusão de curso do artista, formado na Universidade Federal do Amazonas em 2014.

Desde lá, Francisco vem investigando o papel da pintura corporal na organização social dos Tikuna, pesquisa que deu origem a obras com técnicas aprendidas por ele na universidade, como xilogravura e gravura em metal. Em “Petróglifo”, as obras fazem um resgate de aspectos primitivos da cidade de Manaus partindo da ressignificação de elementos como a arte rupestre e o grafismo indígena.

“Nessa exposição, eu experimento muito mais técnicas mistas, como frottage e estêncil. Dessa vez, também tive uma preocupação maior em desenvolver meu estilo e me desligar das referências acadêmicas. Estou dando um passo à frente e experimentando outras possibilidades”, afirma Francisco.

Ele adianta que um diferencial da terceira mostra do ciclo “O caminho do tamanduá” – precedida por “Zoomórficos” (2015) e “Monólito” (2016) – é o uso de videoarte, escultura em arame e pedras ornamentais. Dentre as mais de 40 peças, há figuras zoomórficas, usando máscaras, reconstituídas a partir da interpretação do rico imaginário indígena.

Ainda de acordo com o artista, as obras que compõem as três exposições temáticas se inserem em movimentos como o Primitivismo, Modernismo e Minimalismo. As principais referências dessa última escola podem ser vistas nas formas e cores simples que Francisco deu às suas criações. “Preferi limitar ao preto e branco por uma questão técnica. Além da dualidade, luz e sombra, queria que fosse algo que falasse por si só, mais pelas formas do que pelas cores”, explica.

Futuro

Francisco Ricardo também encara “Petróglifo” como uma importante transição no caminho do seu amadurecimento artístico. Ele garante, porém, seguir explorando as referências amazônicas. “Apesar de ser nascido no Ceará, eu me construí aqui e não me vejo trabalhando com um universo que não esteja no Amazonas e nas pessoas daqui”.

Dentre os projetos dele para este segundo semestre estão a participação em uma exposição coletiva com curadoria de Jair Jacqmont e em uma outra mostra itinerante que deve percorrer as bibliotecas da Ufam no interior do Estado, além da realização de intervenções urbanas em parceria com o grupo Incomum.

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