Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
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Beyoncé, Luis Fonsi e Daddy Yankee, Anitta e Pabllo Vittar e a banda amazonense República Popular (Fotos: Reprodução)
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AUDIOVISUAL

Artistas da música investem na produção de videoclipes e apostam no Youtube

As visualizações podem até não gerar tanta renda assim para os artistas, mas o capital indireto é vertido em divulgação e um contato particular com um público mais amplo e que absorve melhor as tendências: o da Internet


26/08/2017 às 00:34

Foi-se o tempo que os artistas da música gastavam às turras na produção de DVD’s. É claro que isso ainda existe, mas atualmente bandas e cantores têm se dedicado intensamente à produção de videoclipes, com a preocupação de pulverizá-los nas redes sociais e fazê-los cair no gosto do grande público. As visualizações podem até não gerar tanta renda assim para os artistas, mas o capital indireto é vertido em divulgação e um contato particular com um público mais amplo e que absorve melhor as tendências: o da Internet. 

Um exemplo clássico disso é o estrondoso clipe de “Sua Cara”, uma parceria entre Anitta, Pablo Vittar e o produtor americano Diplo. O clipe, gravado no Marrocos, em pleno calor de 47 graus no deserto do Saara, em um dia alcançou cerca de 1 milhão de visualizações no Youtube, se consolidando como a produção mais rápida do mundo a atingir esse número de ‘views’. Em cinco dias de lançamento, o videoclipe havia alcançado 40 milhões de visualizações em todo o mundo.

Outro sucesso recente no ramo de videoclipes foi “Despacito”, de Luis Fonsi e Daddy Yankee. Com a participação da Miss Universo 2006, Zuleyka Rivera, o clipe se tornou o mais visto de toda a história do Youtube em agosto. A música integrou a trilha sonora de do filme Velozes e Furiosos 7, mas só ganhou repercussão mesmo dois anos depois. O videoclipe possui mais de 3 bilhões de visualizações, além de ser o vídeo com mais curtidas da história (mais de 19 milhões) e é o vídeo de música mais visto de 2017 em 40 países (e o ano ainda nem acabou).

Sexto álbum de estúdio da cantora Beyoncé, o disco “Lemonade” tem videoclipes para cada uma das 12 faixas do produto. O projeto foi aclamado pela crítica por ser considerado um “álbum visual”: na época de seu lançamento, em 2016, o produto foi apresentado ao público por meio de um documentário de 60 minutos exibido pelo canal HBO. No vídeo, é contada uma história que interliga todas as faixas do disco. 

Com 58 anos de carreira, não há quem tenha se projetado de forma tão estratégica recentemente quanto o cantor Roberto Carlos, que aliou a teledramaturgia ao universo audiovisual da web. Como quem não quer nada, ele aproveitou o sucesso da música “Sereia”, trilha musical da personagem Ritinha, da novela “A Força do Querer”, e lançou um clipe oficial com as imagens da personagem nadando no mar, com cauda de sereia e tudo. O videoclipe tem quase três milhões de visualizações no Youtube – o que é muito, para um artista que não é desta geração.

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Palavra de quem sabe

Segundo o produtor audiovisual Henrique Saunier, os artistas que conseguiram se destacar ultimamente nesse universo foram aqueles que misturaram a linguagem do cinema com a dos videoclipes, e que conseguiram engajar o público das redes sociais. Ele explica ainda a relação financeira entre o Youtube, os artistas e as visualizações dos seus projetos. 

“O Youtube tem parceria com algumas gravadoras. Nos canais oficiais, os artistas postam os clipes e de alguma maneira, monetizam as visualizações. São centavos de dólares por cada ‘view’, para fazer grana tem que ter milhões de ‘views’, por exemplo. Não é a principal forma de monetizar. Se consegue dinheiro com o videoclipe, mesmo. Isso pode reverter em dinheiro no streaming do Spotify, onde a galera vai e procura a música depois de ver o clipe, por exemplo”, ressalta.

Quando falamos de exemplos locais, nos vem à mente o mais recente: o videoclipe da música "Curió", da banda amazonense República Popular. Produzido pela roteirista e ilustradora carioca Bianca Mól, a animação artesanal ganhou destaque até na Billboard, com poucos dias de lançamento. "Usei muitas fotografias dos anos 50 até os dias de hoje, além de explorar outras linguagens, como a do VHS. Queria brincar com as memórias. Colocar as lembranças em um lugar especial", afirma ela. 

Para ela, os artistas optam pela migração ao mundo dos videoclipes por querer aproveitar mais o potencial das redes sociais. "É tudo dinâmico, a interação é muito maior. Eu adoro essa proximidade, mas não teria me dedicado tanto à produção do clipe se fosse só uma questão de números. Isso seria um pouco frio, quando encaro a minha arte de uma forma extremamente subjetiva e pessoal. Isso, inclusive, é bastante ‘Curió’: uma viagem extremamente subjetiva e pessoal às emoções que guardamos dentro de nós".
 

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