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Artistas manauaras aderem à mobilização desta quinta (20)

Integrantes da classe artística local irão participar do ato que o Movimento Passe Livre promove nesta quinta (20) na cidade 19/06/2013 às 13:43
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Entre eles está o cantor e compositor Nícolas Jr., que vem convocando amigos e colegas das redes sociais para ir ao protesto
Jony Clay Borges Manaus, AM

Eles sempre tiveram participação ativa nos protestos sociais no Brasil, e desta vez não será diferente: nas ruas e nas redes sociais, a classe artística está aderindo às mobilizações populares contra o aumento nos preços das passagens de ônibus pelo País. Em Manaus, artistas de diversos segmentos estão manifestando seu apoio pela Internet e se preparando para participar do ato que o Movimento Passe Livre promoverá nesta quinta (20), a partir das 17h, na Praça da Matriz, Centro.

Entre eles está o cantor e compositor Nícolas Jr., que vem convocando amigos e colegas das redes sociais para ir ao protesto. “Espero que todos os artistas estejam lá. A arte tem um papel importante nessa mudança comportamental”, opina o artista. “Músicos devem ir, jornalistas devem ir, a sociedade em geral deve ir. Creio que muita gente vai aderir. E vou lá dar a minha contribuição ao movimento, sim”.

Outro que confirma a presença é Agenor Vasconcelos, vocalista e baixista da Alaídenegão, que deverá comparecer à mobilização ao lado de seus parceiros de banda. Ele e os companheiros ainda vêm incentivando fãs e amigos a levar instrumentos de percussão ao ato na Praça da Matriz. “O ato tem que ter não só um corpo, mas também uma voz. É bom levar algo para ‘sonorizar’ o movimento”, sugere o músico. “Não temos vinculação com nenhum movimento, mas vamos engrossar o protesto e chamar a atenção”.

Revolta e indignação


A adesão dos artistas aos protestos nas ruas se dá pelas mesmas razões que levaram as mobilizações a se espalhar por todo o País: a indignação não só por conta dos aumentos nas passagens de ônibus, mas também por seguidos episódios de corrupção e impunidade, e pelo histórico descaso do poder público com áreas como a educação ou a saúde.

“A passagem de ônibus foi a gota d’água de uma série de coisas que víamos: corrupção, estádios que custaram o triplo do preço, pontes bilionárias. A população enxergava, mas permanecia à margem. Tudo culminou nesse sentimento generalizado de que algo precisa ser feito”, avalia Nícolas Jr.

Para o artista visual Turenko Beça, que pretende distribuir panfletos com mensagens de apoio e com desenhos seus no protesto no Centro, as manifestações chegam com atraso, mas “antes tarde do que nunca”. “É uma mensagem clara: o povo está insatisfeito e está acompanhando tudo, pela Internet e pelas redes de um modo geral”, avalia o artista. “Penso que devemos levar esses protestos para as urnas, nas próximas eleições”.

Vasconcelos destaca a importância da adesão popular em Manaus. “Está acontecendo em todo o País, não podemos ficar à parte. É bom irmos à rua discutir a situação, alertar as autoridades que não basta só Copa, futebol, Parintins. É preciso saúde, educação, cultura”.

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