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Associação de artistas do AM receberá R$ 50 mil para projeto de incentivo às artes circenses

O projeto ‘Coração BR’, de autoria da associação, arrematou o montante na categoria ‘Montagem’, do Edital Caixa Carequinha de Apoio ao Circo, da Funarte 18/09/2014 às 13:01
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O ator e diretor Douglas Rodrigues participou de residência artística sobre a temática pelo Ministério da Cultura
Laynna Feitoza ---

A Associação dos Artistas Cênicos do Amazonas – Arte & Fato acaba de vencer o Edital Caixa Carequinha de Apoio ao Circo, da Fundação Nacional das Artes (Funarte). O projeto “Coração BR”, de autoria da associação, arrematou o montante de R$ 50 mil na categoria “Montagem”. A AACA é a única unidade do Amazonas a ter sido agraciada com o edital, de caráter nacional. Ao todo, o projeto concorreu com 2.500 trabalhos de todo o Brasil.

O projeto “Coração BR” estimula a produção cultural circense de Manaus, e tem o propósito de instigar estudos, reflexões, oficinas, workshops e a montagem da obra “O menino por detrás das nuvens”, segundo o ator e diretor teatral Douglas Rodrigues, representante da AACA. O projeto inclui a participação de Francisco Alves, artista paulistano formado por inúmeras escolas de referência circense, e conhecedor de técnicas de clown, acrobacias e interpretação.

Ainda segundo Rodrigues, Francisco Alves virá a Manaus ministrar uma oficina de técnica circense para atores, prevista para ser realizada no Largo São Sebastião (Centro), em plena praça pública durante 15 dias, em fevereiro de 2015. “Após este processo, eu dirigirei os atores montando a peça ‘O menino por detrás das nuvens’ com as técnicas ministradas por Alves”, pondera Douglas. A realização da atividade em plena praça pública é baseada na sigla BR – presente no nome do projeto – fazendo referência ao que está nas ruas, em movimento.

Após a estruturação do espetáculo, Douglas pretende estreá-lo em meados de maio de 2015, para entrar em temporada com a peça, em 10 apresentações gratuitas. “Nossa ideia é fazer com que o projeto ocupe a rua, palco-convívio da sociedade, provocando contato direto com o público, muitas vezes não acostumado a frequentar espetáculos circenses ou circos, cada vez mais escassos na capital”, destaca o diretor. que em 2010 teve a oportunidade de participar de uma residência artística no Museu da Imagem do Circo Nacional, em São Paulo, pelo Ministério da Cultura (MinC).

Da experiência, ele afirma que extrairá o melhor para dar andamento ao projeto. “A oficina não estava ligada ao universo do artista circense enquanto artista debaixo da lona, por exemplo, mas utilizava do modo de vida da família circense para justificar o trabalho colaborativo dos processos artísticos. Ou seja, o artista de circo participa deste o erguimento da lona até o espetáculo em si, e isso, como metodologia traz aos produtores e artistas o pertencimento sobre a produção”, revela o ator, alegando que os debates também envolviam a constituição do circo nacional.

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