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Atendimento bilíngue em consultório estimula funcionários a aprenderem novos idiomas

A perspectiva na clínica é de que, anualmente, de cinco em cinco profissionais da unidade participem dos cursos de inglês 09/11/2013 às 19:52
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Pollyanna já foi voluntária do programa “Médico sem Fronteiras”
Laynna Feitoza Manaus (AM)

Às vésperas da Copa do Mundo, nada melhor que se esmerar para dominar um segundo idioma. Pelo caráter universal, o inglês ainda segue na preferência de brasileiros e amazonenses na hora de se comunicar em uma língua estrangeira. Porém, além do tradicional bate-papo entre afins, muitos serviços já dispõem desse diferencial. E não são apenas taxistas ou recepcionistas se adaptando à essa necessidade: os profissionais de saúde também entraram no jogo.

Integração

O psicólogo e diretor clínico da Clínica Mais Saúde, Jorge Trajano, há quatro meses resolveu colocar sua equipe para estudar inglês, com o intuito de oferecer atendimento de saúde além da língua-mãe. Ele explica que a ideia surgiu justamente quando um paciente alemão visitou a clínica para uma consulta.

“Quando ele chegou, veio falando português com muita dificuldade. A partir daí, a psicóloga Pollyanna - que fala a língua - o indagou, e então desta possibilidade resolvemos aderir à oficialização do aprendizado desse idioma”, reforça o diretor.

Segundo Trajano, a clínica possui em seu quadro 18 profissionais nas diversas áreas de atuação, entre Cardiologia, Nutrição, Fonoaudiologia e Clínica Geral. Destes 18, cinco dos setores de Psicologia, Recepção e Clínica Geral já estão matriculados em um curso intensivo de inglês, com duração de um ano e meio.

Tradução

Até o momento, apenas a psicóloga Pollyanna Mamede tem o domínio da língua, mas seu trabalho vai além de sua área: por enquanto, ela atua também como tradutora se caso surgir algum paciente estrangeiro, mesmo que em outra especialidade, diz o psicólogo.

“Nós nos sentimos motivados pela Copa do Mundo para oferecer este serviço à população de Manaus e aos turistas que chegam. Percebemos o quanto Manaus recebe turistas, e o quanto eles não estabelecem uma comunicação de qualidade”, afirma ele.

A perspectiva na clínica é de que, anualmente, de cinco em cinco profissionais da unidade participem dos cursos de inglês.

O inglês possibilita integração

Não é a toa que a psicóloga Pollyanna Mamede, 39, foi a impulsionadora da ideia: ela, que estuda inglês desde os nove anos, fez parte do “Médico sem Fronteiras”, prestando apoio psicossocial para haitianos em conjunto com uma rede de psicólogos de Manaus. “Lá eles precisavam de alguém que falasse inglês e francês, e eu já tinha o inglês”, pondera.

Sobre a adequação do mercado para atender a um público mais amplo, a especialista fala que o auxílio deve ser o melhor possível. “Estamos em um mundo completamente globalizado. Isso parece bem clichê, mas é real. Se alguém chega para você e pede ajuda, e não fala a mesma língua que você, você tem que estar preparado para falar na língua mais abrangente”, ressalta.

Tal entendimento entre ambas as culturas é crucial, e ela justifica o porquê. “Isso é muito importante para as duas pontas do iceberg. Moramos em Manaus, e sabemos que muitas pessoas de fora vêm trabalhar aqui por conta da Zona Franca e inglês é uma língua que, por mais que não dominem, todos conhecem. Não é só pela Copa. Precisamos ser inseridos no contexto de que falar mais de uma língua oferece um melhor acolhimento”, conclui Pollyanna.

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