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Do AM, ator Adanilo Reis é escalado para 'Marighella', filme dirigido por Wagner Moura

Radicado no Rio de Janeiro, Adanilo foi nascido e criado no bairro da Compensa. Filme contará a história de vida do guerrilheiro Carlos Marighella, que lutou contra a ditadura 31/12/2017 às 14:13 - Atualizado em 31/12/2017 às 14:15
Show adanilo reis foto de marcelo reis
Foto: Marcelo Reis/Divulgação
Laynna Feitoza Manaus (AM)

Árduo em seu propósito de lutar contra injustiças, o ex-deputado, guerrilheiro e poeta brasileiro Carlos Marighella virará um filme previsto para ser lançado em 2018/2019. Trata-se da estreia do ator Wagner Moura como diretor, em um drama biográfico que contará a história do revolucionário baiano, considerado o líder da maior resistência contra a ditadura brasileira de 64. Essa história, porém, terá um rosto amazonense: o do ator Adanilo Reis, radicado no Rio de Janeiro.

Nascido e criado no bairro da Compensa, Reis integra o elenco do filme “Marighella” ao lado de atores como Bruno Gagliasso e Adriana Esteves. Adanilo conta que fez um teste no Rio de Janeiro, e que depois foi chamado para fazer uma outra seleção em São Paulo, durante uma semana. O resultado de que iria para a seletiva em SP veio um dia depois do nascimento de sua filha, Lea. “Quando recebi a notícia do filme, ainda estávamos na maternidade. Muitas emoções ao mesmo tempo”, conta ele.

O ator conheceu Wagner Moura na fase de ensaios das cenas, depois de ter passado pela preparação de elenco com a preparadora Fátima Toledo. “Sou meio suspeito pra falar, mas todo o processo do filme tem sido incrível, o amor da equipe pelo projeto, as questões que ‘Marighella’ aborda... E o Wagner verdadeiramente tem se mostrado um diretor arrojado, sensível, que sente a importância desse filme para o Brasil de hoje, e isso mobiliza os envolvidos com o trabalho”, destaca ele.

Sigilo

Adanilo comenta que ainda não pode dar detalhes sobre o seu personagem, bem como a função que este terá no filme. Mas alegou que contracenará diretamente com atores como o Seu Jorge, Luiz Carlos Vasconcellos, Ana Paula Bouzas, Bella Camero, Naruna Costa, Jorge Paz, Humberto Carrão, entre outros. Reis começou a filmar no início do mês de dezembro, e todas as suas cenas são rodadas em São Paulo

A preparação do personagem exige bastante do ator, envolvendo leituras e treinos físicos. “A obra está ambientada na década de 60, por isso, as canções, livros e filmes que retratam esta época no Brasil e compreender a história do nosso país são alguns elementos que colaboram na construção. O livro do Mário Magalhães sobre o Marighella foi indispensável. Além disso, é um filme de ação, o corpo precisa estar disposto à intensidade das gravações”, complementa ele.

História

Em Manaus, Adanilo trabalhou em importantes companhias teatrais da cidade de Manaus (TESC - Teatro Experimental do Sesc, Grupo de Teatro e Dança Origem, Cia de Teatro Apareceu a Margarida, Cês em Cena, dentre outras) participando, inclusive, de renomados festivais. Foi sócio-fundador da produtora de artes integradas Artrupe Produções, criando - como produtor, ator, diretor e/ou dramaturgo - espetáculos de teatro, dança e música, filmes e videoclipes, exposições de artes visuais e eventos de pequeno e médio porte.

Atualmente mora no Rio, onde ajudou a fundar a Casa 407 Coletivo de Teatro, pesquisando a linguagem do teatro de rua e da palhaçaria. Foi lançado no livro Amazonas Dramaturgia 2016, assim como “Bicho Doido” foi vencedor do VI Concurso Jovens Dramaturgos, do SESC, contando com publicação em livro e leitura dramatizada. Em paralelo ao filme, Adanilo segue desenvolvendo projetos no grupo Teatro Galeroso, com a peça “Bicho Doido”, em que assina texto e direção. 

A companhia Teatro Galeroso constrói seus próximos trabalhos teatrais, “Considerado” e “Mana”, e circula por festivais audiovisuais com a trilogia de filmes curtos “Cinema Amador Caseiro”, dirigidos por Adanilo. Ainda no cinema, em 2018 o Teatro Galeroso começa a fase de elaboração dos roteiros “Compensa” e “Amazonas Legal”, propostas de longas-metragens, e Adanilo atua nos videoclipes da banda Saudades de Cumbia.

Direção

O longa-metragem retratará a vida de Marighella entre o período de 64 até 69 – ano em que foi morto pelos ditadores. Em entrevista ao jornal O Globo, Wagner Moura afirmou que quer que o filme deponha “contra a escrotidão, contra a injustiça, a falácia, a opressão, e o golpe”. “Não tem essa de dizer que o filme é imparcial. Meu filme não será imparcial, será um filme sobre quem está resistindo. A esquerda está numa situação difícil, a gente está nas cordas. Os artistas estão ao ponto de ter que dizer que não são pedófilos. A gente tem que sair das cordas e partir para o ataque”, justificou ele.

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