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Ator Begê Muniz participa de sua primeira ópera, em São Paulo

Para preparar-se para o papel, Begê ensaiou durante cinco semanas diariamente. O espetáculo tem rendido casa cheia desde sua estreia, no último dia 29 04/09/2015 às 15:13
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Ator posa ao lado dos seus colegas de elenco nos bastidores
LAYNNA FEITOZA ---

Afastado temporariamente da TV, o ator Begê Muniz prova que não se dá bem em apenas um segmento da atuação. Estrelando sua primeira ópera em São Paulo, chamada “Manon Lescaut”, de Giacomo Puccini, o ator ficará em cartaz por uma temporada até o dia 10 de setembro, no famigerado Theatro Municipal da capital paulista. Na obra, o ator participa em três atos como camareiro e como soldado. “No caso, é só a atuação mesmo, porque não temos fala, os próprios solistas cantam”, declara o ator, em entrevista ao BEM VIVER TV.

O ator ganhou o papel por meio de uma seleção entre 100 pessoas. “Eles iam selecionar 20, entre 10 homens e 10 mulheres. Eu fui participar da audição junto com o produtor de elenco, Edilson Vigil e o diretor. No caso, o critério de seleção estava mais voltado a quem se encaixasse no perfil do personagem, e a í fui escolhido”, diz ele, que além de ator é músico filho do artista amazonense Ludi Souza, e que viveu o personagem Matias na novela “Além do Horizonte”, exibida na Rede Globo no período de seis meses, nos anos de 2013 e 2014.

Para preparar-se para o papel, Begê ensaiou durante cinco semanas diariamente. O espetáculo tem rendido casa cheia desde sua estreia, no último dia 29. “A experiência é incrível, porque a ópera é de renome internacional. Os solistas estão entre os melhores do mundo e é um projeto bem grande”, garante ele, que trabalha ao lado de artistas como o premiado barítono Paulo Szot, que vive Lescaut, e pelo tenor italiano Marcello Giordani, que interpreta o Cavalheiro Des Grieux. A direção cênica da montagem é assinada por Cesare Lievi, e a direção musical é do maestro John Neschiling.

De acordo com o ator, para viver um papel em sua primeira ópera, a preparação utilizada é a mesma do teatro. “Temos algumas ações específicas no decorrer dos atos que fomos ensaiando com o diretor, durante essas cinco semanas. Há bastante diferença entre atuar em ópera e em TV porque no teatro você lida com o palco, então tudo tem que ser maior. E lógico que tem outra energia, por causa do público tão próximo. Ainda mais no Theatro Municipal de São Paulo, lotado, como está sendo em todas as apresentações”, coloca ele.

Morando atualmente em São Paulo, o amazonense voltou a estudar teatro no Satyros, uma companhia tradicional de lá, com o intuito de se envolver mais com o meio. “Estou gostando bastante. Sempre busco me aprofundar em qualquer área, acho que ambas são importantes, e gosto muito das duas [ao falar sobre trabalhar com teatro e trabalhar com TV]”. Sobre os trabalhos na televisão, Muniz afirma que não há nada previsto, por enquanto. Continuo estudando. Quem sabe em breve? E ainda estou aguardando a estreia do novo filme do diretor Sérgio Andrade em que participo, chamado ‘Antes o tempo não acabava’”, finaliza.



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