Sábado, 24 de Agosto de 2019
Vida

Atriz francesa Brigitte Bardot é consolidada por fãs como a eterna musa da Sétima Arte

Atualmente com 80 anos, a atriz que fez história nas telas com beleza e sensualidade é considerada como um dos grandes ícones do cinema



1.gif Brigitte Bardot anunciou o fim da carreira de atriz em 1973. Em seguida, escolheu usar a fama em prol da defesa dos direitos dos animais
04/10/2014 às 15:27

Dori Carvalho, 61 anos, ainda lembra da impressão que teve, entre a infância e a adolescência, ao ver os filmes de Brigitte Bardot. “Tinha a sensação de que aquela atriz, de olhar às vezes melancólico, às vezes rebelde, era a mulher mais bonita do mundo”, conta o escritor. Naquela época, não podia ser de outra forma, como afirma o empresário Paulo Lacerda, 60. “Nos anos 1960 e 1970, ela era musa e símbolo de beleza mundial. Todos os rapazes da época eram seus fãs”.

Desde lá já se vai muito tempo. Bardot – também chamada apenas BB – há anos deixou a carreira de atriz e modelo e se tornou mais conhecida como ferrenha e um tanto reclusa defensora dos direitos dos animais que é até hoje. Exceto talvez pelo olhar, ainda vívido e penetrante, também o esplendor de sua juventude se esvaiu. Não por menos: no último domingo, ela completou 80 anos, idade que não costuma poupar o viço de ninguém.

Mas o charme da diva francesa de volumosos cabelos loiros e beleza estonteante, eternizado em dezenas de filmes feitos até 1973, atravessou as épocas. É o que comprovam as diversas homenagens à atriz pela passagem de seu aniversário – que ela celebrou de forma privada, com amigos, em sua residência em St. Tropez (França) – e ainda as lembranças de quem viu em primeira mão seu despontar na tela grande.

À flor da pele

Entre esses se inclui o artista visual Óscar Ramos, 75, que até hoje se declara fã da musa europeia. “Amo de paixão! Adoro a BB em todos os sentidos”, afirma ele, que coloca a francesa acima de qualquer aspirante a diva polêmica de hoje, de Paris Hilton a Lindsay Lohan. “Há uma diferença entre modos e vulgaridade. Com toda a liberdade de pensamento, ação e expressão, ela foi absolutamente fiel a uma elegância, e não foi em momento algum vulgar”, diz o artista.

A defesa de Óscar lembra a forte repercussão causada pelas imagens de BB nas telas ao redor do mundo – em especial nas do filme “E Deus criou a mulher” (1956). É que, desde 1952, quando estreou na comédia “Le trou normand”, a atriz só fazia papéis de mulheres belas e tolas. Nesse filme de Roger Vadim – à época marido de Bardot –, por outro lado, ela é mistura explosiva de, juventude, beleza e energia sexual.

“Foi um dos pontos altos dela e de toda a rapaziada”, comenta Lacerda. “Naquele tempo, quando a gente via um colo de seio, uma insinuação de coxa, era um milagre”, acresce Dori.

A despeito das insinuações do filme, para Óscar BB nunca passou do ponto. “Ela escandalizava porque havia preconceitos que era comum que as mulheres tivessem à época. Foi um choque para a sociedade amazonense sobretudo”, avalia ele, exaltando a icônica atriz: “Ela continua a ser muito mais revolucionária que qualquer uma dessas p**s, que é o que elas são”.

Filmes e bichos

Depois de “E Deus criou a mulher”, BB continuou evoluindo como atriz na tela grande. Em 1960, ela estrelou “A verdade”, de Henri-Georges Clouzot, filme pelo qual ela ganhou o prêmio de Atriz Estrangeira do David di Donatello, o Oscar italiano. Lacerda, que prestou sua própria homenagem à atriz dando a ela o nome de seu bar (veja o destaque), lembra outros títulos, como “Viva Maria!” (1965) ou “Ao cair da noite” (1958). “Foi um filme marcante”, conta ele, lembrando que os filmes da atriz eram sempre disputados.

“Era sempre uma expectativa, as salas lotadas. Mesmo que não houvesse cenas agressivas, havia sempre censura”, conta o empresário, que dava um jeitinho para driblar a interdição. “A gente tentava aparentar ser mais velho”, revela.

Dori, que lembra da atriz de “E Deus criou a mulher” (“Era a beleza personificada”), há pouco tempo viu a atriz na atualidade. “É uma velhinha, com seus 80 anos, mas ainda com elegância e um olhar por cima”.

E foi mantendo essa elegância e também o apreço pelos bichos, sua marca registrada, que BB deixou sua mensagem para os fãs por ocasião de seu recente aniversário, por meio da rádio Europe 1: “Vão ao abrigo mais próximo e adotem um pequeno gato ou cão, ou o apadrinhem”.

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