Sexta-feira, 03 de Dezembro de 2021
Artes visuais

No AM, atrizes mirins 'encarnam' cientistas em vídeos e fotografias

Ação faz parte do projeto 'Garotas Espertas' que, em forma de exposição e curtas-metragens, homenageia pesquisadoras mulheres que revolucionaram o mundo



b0116-1f_C2B0CA52-9257-4569-B509-37EBA0F3434B.jpeg A química britânica Rosalind Franklin, que colaborou com o entendimento do DNA, foi vivida por Gabi Nakamura (Foto: Eduardo Nakamura/Divulgação)
19/10/2021 às 17:47

O projeto amazonense “Garotas Espertas” selecionou doze atrizes mirins, entre 8 e 13 anos, para participar das gravações de uma série de curtas-metragens, que contam as histórias de vida e principais realizações de mulheres importantes para a ciência. Promovido pelo Projeto Cunhantã Digital, em parceria com a Casa de Artes Trilhares, a produção desse material tem por objetivo despertar o interesse de meninas pela área científica e fazer com que a sociedade conheça suas realizações. Como forma de divulgação dessa incrível produção audiovisual, o “Garotas Espertas” promove uma exposição de fotos, aberta ao público, que vai até o dia 24 de outubro no Hall do Manauara Shopping, no piso Castanheiras.

A exposição traz imagens das atrizes caracterizadas como as cientistas que interpretaram, além de um resumo da história de cada uma. Os visitantes podem assistir aos vídeos do projeto por meio do QR Code disponibilizado no local.

“A primeira sessão de fotos aconteceu de maneira muito espontânea, ainda em 2020, como comemoração do Dia Internacional da Mulher. Os figurinos usados foram das próprias crianças e da Casa de Artes Trilhares e foi uma experiência muito bonita. Logo após essa primeira sessão de fotos, veio a pandemia e suspendemos o projeto. Mas felizmente conseguimos retomá-lo em 2021”, relembra a coordenadora do Cunhantã Digital, professora Fabíola Nakamura

As expectativas para esse projeto são as melhores possíveis. Segundo Fabíola, os planos para 2022 são de que os filmes sejam exibidos nas escolas de todo o estado, a começar por Manaus. A ideia é a que, para cada curta apresentado, seja inserido um pacote de oficinas lúdicas e práticas, para que as crianças possam experimentar nas escolas o que é ser um cientista ou engenheiro e assim compreender que a área é uma realidade alcançável por elas.

“Estas iniciativas servirão de carro chefe para um conjunto de atividade que pretendemos realizar a partir de 2022, como oficinas em escolas, capacitação de professores, visitas de estudantes à universidade, e rodas de conversa, como um sentido de fomentar um ambiente em que as meninas percebam o potencial da área de tecnologia para seu futuro e de suas famílias, e assim também contribuir para a formação de profissionais da área em Manaus, em médio e longo prazo”, enfatiza Nakamura.

Como assistirO projeto nas escolas está previsto para sair do papel em breve, mas enquanto isso, a playlist com os doze curtas do “Garotas Espertas – Temporada 1” estão disponíveis de forma gratuita no canal do Youtube “Cunhantã Digital”. Cada um deles tem o primeiro nome da cientista homenageada. São elas: Ada Lovelace, Hipácia, Margaret Hamilton, Nancy Roman, Grace Hopper, Dorothy Vaughan, Joan Clarke, Katherine Johnson, Rosalind Franklin, Mary Jackson, Hedy Lamarr e Radia Perlman.

No canal do Youtube também é possível encontrar outros materiais relacionados às gravações, a exemplos de trailer; fotos de bastidores e o making of, que traz os depoimentos das pequenas estrelas. Elas contam um pouco sobre como foi atuar nessa produção e no quanto se sentem felizes em poder representar mulheres tão importantes.

“Participar do projeto ‘Garotas Espertas’ foi incrível. Eu conheci bastante sobre mulheres que revolucionaram o mundo, e que ajudaram a população a chegar onde estamos. Trabalhar com as meninas que participam desse projeto foi muito legal”, disse a atriz Gabi Nakamura, em seu depoimento no making of.

Audições

O processo de seleção para o elenco foi feito a partir de uma audição. Ao todo, 19 meninas se inscreveram. “Quando a ideia do projeto surgiu em fevereiro de 2020, abrimos uma audição para as meninas, onde elas deveriam contar a história de uma mulher. Não necessariamente uma cientista. Tivemos 19 inscrições e foram selecionadas 12 meninas e, de uma lista de 16 cientistas, escolhemos 12 para serem homenageadas e serem atribuídas a uma menina”, finaliza Fabíola.



Repórter de A Crítica

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