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Aventura na mata: Begê Muniz estrela filme canadense filmado no Amazonas

O projeto é comandado pelo diretor Mike Slee, o produtor-executivo Yuri Sanada e o coprodutor canadense Jonathan Barker 11/09/2016 às 17:47
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Depois de passar pela TV e teatro, o ator regressa ao seu segmento de origem (Divulgação)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

Produzido no Canadá e no Brasil, o filme “Amazon Adventure 3D” mostrará as aventuras e descobertas do naturalista inglês Henry Walter, que coletou insetos no Amazonas no século XIX. Durante viagens aos Estados do Norte, ele recolheu e enviou mais de 8 mil novas espécies para o acervo do Museu da História Natural de Londres. Além do próprio documentário, o projeto inclui materiais-extras. E quem está no elenco da produção é o ator amazonense Begê Muniz, que contou com exclusividade ao BEM VIVER TV detalhes sobre o novo projeto.

“Além do próprio documentário, o projeto inclui materiais para uso didático”, destaca o ator. A personagem de Begê na história é Tando, um índio que vive na Amazônia e ajuda Bates – personagem principal – durante sua jornada na selva. O filme se passa no século XIX e é o primeiro no País a ser rodado na nova tecnologia IMAX, com resolução em 12k para exibição em telas gigantes.

“Para mim, está sendo uma experiência incrível, porque é meu primeiro filme internacional mesmo. Tenho algumas falas em inglês, tupi e português. Além de manter essa troca de experiências com a direção e o ator principal que são ingleses, é um filme que terá uma projeção internacional, onde acredito que impulsionará bastante minha carreira no Brasil e no exterior”, declara Muniz.

O projeto é comandado pelo diretor Mike Slee, o produtor-executivo Yuri Sanada e o coprodutor canadense Jonathan Barker. Ainda segundo Begê, a previsão de lançamento do filme, em processo de gravação no Amazonas, é para o primeiro semestre de 2017.

Empenho

O desempenho de Begê em outros filmes com temática amazônica, a exemplo de “A Floresta de Jonathas” e “Cachoeira” – ambos dirigidos pelo cineasta amazonense Sérgio Andrade –, o elucidaram bastante no processo com o filme internacional. “Minha personagem nesse filme, assim como o Jonathas, também era um nativo do Amazonas, apesar de que nesse filme a personagem é mais indígena. Eu acredito que a cultura amazonense se mistura com o conhecimento indígena, por isso a experiência que tive no meu primeiro longa ajudou bastante”, declara.

Algumas técnicas em relação à cultura indígena já haviam sido aprendidas por Begê anteriormente. “No curta ‘Cachoeira’, o qual eu fiz um indígena e também tinha algumas falas em língua indígena, me deu uma base muito boa para esse trabalho na questão de habilidade corporal e de falas de línguas indígenas. Além do meu estudo de inglês, que foi muito importante nesse filme, pois o diretor era bem perfeccionista em relação à pronúncia, e acredito que consegui fazer um bom trabalho. Estou bem ansioso pra ver o resultado”.

Teatro e Netflix

Atualmente Begê - que foi par romântico da atriz Mariana Rios na novela global “Além do Horizonte” – está vivendo em São Paulo. “Neste ano, entrei em temporada no Sesc Ipiranga (SP) com a peça Sonata Fantasma Bandeirante, do diretor Francisco Carlos. E estamos aguardando uma possível segunda temporada da peça, que tem no elenco a Alessandra Negrini. Também fiz uma participação na primeira série brasileira da Netflix chamada “3%”, e estou aguardando a exibição, muito curioso pra ver o resultado da série, que talvez seja lançada nesse semestre”, conta.

No dia 24 de setembro estreia no Brasil, por meio do 49ª Festival de Brasília, o filme “Antes o Tempo Não Acabava”, dirigido por Sérgio Andrade e Fábio Baldo. A produção também tem Begê no elenco. “Após fevereiro desse ano aconteceu a estreia mundial no Festival de Berlim, do qual eu tive o prazer de ir. Foi uma experiência maravilhosa gravar um filme no Amazonas e poder ir acompanhar a apresentação na Alemanha. Portanto, sei que a estreia no Brasil, que será em Brasília (DF), em um dos maiores festivais de cinema do País, para mim tem um gosto muito especial, porque foi o primeiro festival de cinema que fui na vida, em 2010, com o curta ‘Cachoeira’”, diz.

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