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Bagagem internacional: gente que aperfeiçoou sua arte no exterior

As vantagens de apostar em um conhecimento que está longe da terra natal 24/08/2013 às 13:47
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Darcyana Moreno estudou cinema
Loyana Camelo ---

Quem escolhe trilhar a espinhosa estrada da arte como profissão sabe que já foi mais complicado especializar-se no Brasil. Hoje, há opções por aqui, no entanto, a busca por conhecimento em terras estrangeiras possibilita uma inserção diferente, intensa e por vezes até mais rigorosa. Os que se aventuraram na experiência carregam uma bagagem cultural interessante e que pode servir de inspiração para os interessados em potencializar seus currículos na área artística.

Quando Anne Jezini decidiu estudar música - algo bem diferente de sua formação universitária, que é Biologia -, devido à falta de experiência, não sabia por onde começar. Aproveitou o ensejo de a irmã estar fazendo faculdade-intercâmbio na Europa para pesquisar um curso de férias para si e acabou se deparando com a fama da London Music School.

“Procurei na Internet e achei essa escola, que tinha referências boas porque os vencedores do Ídolos (reality show) de Portugal, ganhavam como prêmio uma bolsa lá. E por ser iniciante, eu precisava de uma imersão completa”, conta a cantora, que iniciou com o curso de férias em 2011 e na sequência engatou o curso completo de performance vocal com duração de seis meses até 2012.

Começar por aqui?

Mesmo buscando excelência no exterior, Anne diz que as opções brasileiras de formação musical não devem ser menosprezadas. “No meu caso foi questão de aproveitar uma oportunidade”, conta. Já a cineasta Darcyana Moreno, mesmo tendo o Amazonas e seus cenários cinematográficos como berço, viu-se obrigada a procurar o exterior para estudar a sétima arte.

“Na época (1997) não havia opção nem no Brasil”, relembra. Darcyana então mudou-se para os Estados Unidos, onde cursou cinema (faculdade e mestrado) na Purdue University, em Indiana. Depois, especializou-se na NYC Academy e na UCLA. Ainda morando nos EUA (em Los Angeles), a cineasta afirma que de 97 pra cá o Brasil evoluiu bastante e sugere que os interessados comecem seus estudos por aqui.

“Há ótimas faculdades de cinema no Brasil. Mas também é legal fazer uma especialização fora. Os EUA têm cursos maravilhosos e rápidos. Essa experiência abre a mente”, explica.

A coreógrafa Juliana Borges trilhou o caminho inverso sugerido por Darcyana: iniciou com especialização em balé clássico e dança moderna na Ballet Academy of Texas (EUA) e já no Brasil formou-se na Royal Academy of Dance.

Juliana hoje colhe os frutos do seu aprendizado no exterior diariamente em sua Companhia Encontro das Águas. “O curso que fiz no exterior me deu mais seriedade no trabalho. Abriu meus olhos para entender que nos EUA e na Europa é mais fácil achar um biotipo ideal para o balé clássico, mas aqui no Amazonas é bem diferente. Não dá para comparar. É preciso adaptar”, ensina.

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