Domingo, 18 de Agosto de 2019
Sertanejo Chic

Balada sertaneja conquista todos os públicos

Frequentadores de casas noturnas confirmam sucesso das festas ao som do sertanejo universitário e arrocha



1.png Galera sertaneja curte também funk e rock na All Night
03/05/2013 às 10:57

A música sertaneja continua em ascensão no País. As ramificações “batizadas” de universitário e arrocha conseguem transitar em festas de todos os gêneros musicais, em combinações variadas, como o funk e até o rock. No último final de semana, a equipe de reportagem do BEM VIVER percorreu algumas casas noturnas voltadas ao segmento e confirmou que a balada sertaneja está conquistando um público cada vez maior na capital amazonense e de todas as classes sociais.

Natural do Rio de Janeiro e radicado há quatro anos em Manaus, o funcionário público Felipe Oliveira, é um dos que se renderam à essa “febre”. “Nunca tinha ido numa festa assim. Aqui foi a minha primeira vez. De uns dois anos para cá a cena melhorou bastante. Hoje o que bomba em Manaus é o sertanejo”, declarou o carioca, que costuma ir aos eventos (em especial nos realizados no Clube Sertanejo) junto de seus amigos empresários, advogados e funcionários públicos.

Mudança

De acordo com a empresária Maciely Gomes, a balada sertaneja conseguiu se diferenciar do forró, ganhando fãs de todas as classes. “O sertanejo pegou aquela classe social mais elevada. Conseguiu atingir todos os públicos com esse novo ritmo, o arrocha. Aqui, no Arena VIP, tocam de tudo, não só o arrocha, mas também o sertanejo mais antigo, como de Zezé di Camargo & Luciano e Chitãozinho & Xororó. Também não há nada de depravado (na dança) e isso é o principal para mim”, defende.

“O sertanejo depois de Jorge & Mateus virou modinha nacional. Todo mundo começou a gostar. Veio essa nova balada, deixando a raiz de 15, 20 anos atrás. Ele é pop hoje graças a Gusttavo Lima, Jorge & Mateus...”, salientou Kiko Rizzi, proprietário do Pegada’s, que  reúne uma média de três mil pessoas por evento, às sextas-feiras. Entre o público da casa está o gerente comercial geral da rede Ótica Veja, Flauberth Coelho, que costuma curtir no camarote. “O ritmo é contagiante e os eventos contam com um público mais seleto”.

Familiar

Figuras “carimbadas” das colunas sociais e de festas do gênero, as amigas Karyna Cordeiro e Cristiane Viana Aguiar, respectivamente profissional do ramo de comércio exterior e enfermeira, gostam das baladinhas sertanejas por serem alegres, divertidas, sem confusão, sem dança obscena, algo que não encontram em festas de outros segmentos.

“No sertanejo você dança solto, mas também tem passinhos juntos. É legal. Nos Estados Unidos, se escuta bastante. Há churrascarias em que músicos daqui (Brasil) se apresentam”, contou Karyna, que costuma ir vestida com jeans aos eventos. “Comparadas com outras festas da cidade, o pessoal vai bem vestido, mas são poucos os que vão caracterizados (com peças típicas)”, complementou ela, que curte a festa na pista, na área VIP e no camarote, tudo dependendo da “vibe do momento”.

“Há um ambiente mais familiar na festa sertaneja. Quando não estou de plantão, quase toda semana eu vou”, conta Cristiane, que, além de ir acompanhada de Karyna, leva suas amigas enfermeiras e médicas para celebrar ao som do momento.

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