Segunda-feira, 16 de Setembro de 2019
Vida

Balé e dança urbana encerram a 2ª edição do projeto ‘Lugares que o dia não me deixa ver’ na Praça da Matriz

As luzes e as intervenções artísticas serão projetadas nos entornos do chafariz e das escadarias em mosaico da Praça



1.jpg Balé e dança urbana encerram a 2ª edição do projeto ‘Lugares que o dia não me deixa ver’ na Praça da Matriz
30/09/2013 às 13:11

A Praça da Matriz, localizada na Rua Marquês de Santa Cruz, bairro Centro – um dos mais simbólicos patrimônios históricos de Manaus – será enfeitada pelo tradicional banho de luz e por performances coreográficas no último dia da 2ª edição do projeto ‘Lugares que o dia não me deixa ver’, que ocorrerá nesta segunda-feira (30), das 18h às 22h. A 2ª edição do projeto é assinada pela Companhia de Ideias, em parceria com o Ponto de Cultura Casarão de Ideias.

As luzes e as intervenções artísticas serão projetadas nos entornos do chafariz e das escadarias em mosaico da Praça. A justificativa para a escolha das duas estruturas, segundo o idealizador do projeto, o ator e bailarino João Fernandes, segue a premissa de colocar a arte lado a lado com o nobre conceito arquitetônico que permeia o local, que busca incitar na população um olhar diferenciado ao patrimônio histórico.

“A Praça da Matriz faz parte do conjunto de edificações que foram engolidas pelos entornos da expansão urbana. Ela literalmente está inserida no conceito dos lugares que são pouco vísiveis durante o dia. O chafariz entra na vertente desse lugar esquecido e as escadarias, na época de criação da praça, foram um dos primeiros destaques da Matriz, junto aos mosaicos integrados. A ideia da iluminação é trazer a paisagem que tínhamos antes, fazendo com que esse lugar respire de novo”, pontua Fernandes.

Dois corpos de dança executarão tipos distintos de coreografia sob as luzes, na praça: O The Fusion Norte Dance Fitness Company e o Ballet Álvaro Gonçalves. O primeiro grupo participou do quarto dia de projeto e participará novamente com a série de coreografias que integram dança urbana, popular e indiana, e que serão executadas pelos dançarinos na escadaria. Já o segundo grupo levará balé clássico à região do chafariz, em alusão à nobreza da época de Belle Époque, onde a Praça da Matriz atuou como um dos lugares que ressignificaram a convivência cultural manauara.

“A mescla dos dois tipos de dança se refere ao que vivemos atualmente em Manaus, com o advento da modernidade, mas sem perder a referência das origens europeias da capital amazonense. Assim estabelecemos, com as duas coreografias, um contraste saudável entre o urbano-moderno dos dias atuais aliado à delicadeza e o luxo da Belle Époque, que faz parte da ilustre história manauara”, ressalta o idealizador. As intervenções coreográficas irão acontecer das 18h às 19h, enquanto que a iluminação cênica segue até o encerramento do projeto, às 22h.

Decorrer do projeto

A 2ª edição do projeto levou diversas manifestações artísticas, além da iluminação cênica, aos patrimônios históricos abandonados. A abertura do projeto contou com uma mostra fotográfica do grupo ‘A Escrita da Luz’ - conhecido por expor fotos em lugares inusitados - nas imediações da Santa Casa de Misericórdia, localizada na Rua 10 de Julho. O segundo dia de projeto promoveu as luzes como as únicas protagonistas do ambiente em três casarões antigos, localizados cada um respectivamente na Avenida Eduardo Ribeiro, Rua Ferreira Pena e na Avenida Epaminondas.

O terceiro dia de projeto levou teatro aos arredores do Palacete Nery e mais dois casarões residenciais - todos localizados na Avenida Joaquim Nabuco. Os atores e atrizes trajavam indumentárias de época, entre chapéus, vestidos e bengalas, acompanhados de uma máscara neutra ao rosto, que simbolizavam os traços da história e dos patrimônios perdidos em meio ao tempo. Já o quarto dia inundou com dança a frente de seis fachadas históricas do Complexo Booth Line – que eram antigamente unidades comerciais - situadas na Rua Almirante Tamandaré.

Sobre o ‘Lugares’

A ação teve como principal premissa despertar a atenção da população e autoridades para a preservação e revitalização do patrimônio histórico da cidade, por meio de técnicas de iluminação cênica - cujo efeito reaviva traços e formas de edifícios - e intervenções artísticas em frente às construções abandonadas e com valor histórico na capital amazonense. Ao todo, 15 lugares receberam o banho de luz nesta edição, que aconteceu durante as segundas-feiras do mês de setembro. Todos os lugares ‘iluminados’ compõem o Centro Histórico de Manaus.

Serviço

O que é: Último dia da 2ª edição do projeto ‘Lugares que o dia não me deixa ver’

Onde: Praça da Matriz, localizada na Rua Marquês de Santa Cruz, bairro Centro

Quando: 30 de setembro

Horário: 18h às 22h

*Com informações de assessoria 





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