Publicidade
Entretenimento
Entrevista

Zeca Baleiro fala sobre parcerias e novo álbum, 'Era Domingo'

Em entrevista ao BEM VIVER, o cantor falou sobre mais recente CD, “Era Domingo”, que teve 13 produtores 29/06/2016 às 09:17 - Atualizado em 29/06/2016 às 09:47
Show zeca baleiro
Em “Era Domingo”, Zeca faz referência ao poeta maranhense Sousândrade, com trecho do poema “Desesperança”
Artur César Manaus

O cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro sempre foi afeito a parcerias. Essa característica acompanha sua carreira. No CD “O Disco do Ano”, de 2012, ele trabalhou com 15 produtores, três intérpretes convidados e cinco compositores parceiros. No seu mais recente disco de inéditas, “Era Domingo”, lançado recentemente pela Som Livre, ele repete a fórmula. Zeca reuniu 13 produtores para assinarem as 11 faixas do CD.

“Esse esquema de produção coletiva é instigante, estimulante, e artistas com trajetórias longas (19 anos de carreira hoje são uma eternidade) têm que buscar novas formas de fazer”, afirmou o cantor em entrevista ao BEM VIVER. Nesse caso, Zeca teve a parceria de Walter Costa e Sergio Foud na direção de produção e na coordenação artística do álbum. “Eles me deram o suporte necessário, discutia com eles as ideias que iam surgindo. Foram essenciais pro êxito do trabalho”, completa.

As parcerias de Zeca continuam rendendo dividendos. Na semana passada, a canção “Antes Do Mundo Acabar”, uma parceria do maranhense com Zélia Duncan, levou o prêmio de Melhor Canção, no 27º Prêmio da Música Brasileira. A música faz parte do CD homônimo da cantora, a maior premiada da noite.

Evolução

Zeca ganhou notoriedade quando participou do “Acústico MTV”, da cantora Gal Costa, no qual tocou violão em “Vapor barato” e cantou com ela a sua composição “Flor da pele”, em 1997. Ainda no mesmo ano, lançou “Por onde andará Stephen Fry?”, seu primeiro disco solo. Questionado sobre o que separa, em termos artísticos, “Por onde Andará Stephen Fry?” de “Era Domingo”, ele fica pensativo. “Puxa, 19 anos separam, rsrs... Muita estrada, um grande amadurecimento artístico e profissional”, confessa.

Ano que vem ele completa 20 anos de carreira discográfica. “Acho que tudo evoluiu - canto melhor, componho melhor, produzo melhor. Naturalmente há uma certa ‘pureza’, uma energia selvagem no início da carreira que é muito charmosa e salutar. Mas ela vai se transformando com o tempo”, avalia o artista.

Quatro perguntas para Zeca Baleiro, cantor e compositor

Sob que momento pessoal foi produzido o seu novo trabalho? Que aspectos pessoais foram levados em consideração na gestação de “Era Domingo”?

A aura da maturidade, rsrs.. É um disco muito “interior”, apesar de ter ritmo, vibração.

O que o Zeca Baleiro tem escutado de diferente ultimamente e que mereceria um pouco mais de atenção no meio musical? Pouca coisa. Tô numa fase mais leitor que ouvinte.

O País tem enfrentando uma crise política e econômica sem precedentes. Quais os caminhos, na sua avaliação, para o Brasil retomar os trilhos?

Respeito à democracia e pressão popular.

Qual o papel da cultura no reordenamento do País?

Total. Saúde, educação e cultura são o tripé básico de toda nação civilizada. É um meio importante de inclusão, não só social.

Publicidade
Publicidade