Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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Música

Banda 'O Terno' vai preparar setlist minutos antes do show em Manaus, diz baixista

Power-trio alternativo é uma das bandas principais a tocarem no II Festival Noites do Norte de Artes na Rua, que vai acontecer neste sábado (8), a partir das 12h, na Av. Eduardo Ribeiro


07/04/2017 às 12:17

A parceria musical dos músicos Guilherme d’Almeida e Tim Bernardes nasceu na escola. Em 2009, a banda criada pelos meninos passou a ser autoral e foi aí que começaram as gravações para o primeiro disco do power-trio paulista “O Terno”, o “66”. Em 2014, o segundo disco homônimo foi lançado com o baterista Victor Chaves, da antiga formação. Em 2015, a banda teve a entrada do baterista Gabriel Basile. As baquetas foram assumidas nas gravações do último disco da banda, “Melhor do que parece”.

E é pela primeira vez que o power-trio de canção rock’n’roll-pop-experimental virá a Manaus, onde se apresentará gratuitamente no II Festival Noites do Norte na Rua, que vai acontecer no próximo sábado (8), a partir das 12h. Vencedores na categoria de “Melhor Clipe” nos Prêmios Multishow dos anos de 2012 e 2016, respectivamente, a banda também foi agraciada com o prêmio “Aposta MTV”, no MTV Video Music Brasil 2012, além de ter sido eleita como dona de um dos 25 melhores álbuns brasileiros de 2012 pela revista Rolling Stone.

Setlist

A apresentação em Manaus integra o circuito de shows de lançamento do último disco da banda, “Melhor do Que Parece”. “O nosso repertório atual se baseia bastante no nosso último disco. Porém sempre tocamos músicas dos anteriores, ainda mais nesse caso, que é uma cidade onde ainda não tocamos, então vamos apresentar um set bem variado, provavelmente. Costumamos chegar no local do show, passar o som, sentir qual a onda do espaço e fazemos os set list poucos minutos antes do show”, destaca o baixista Guilherme d’Almeida, em entrevista ao BEM VIVER.

Com uma sonoridade cujas referências passeiam pelo rock retrô e o tropicalismo – a banda gravou o EP “Tribunal do Feicebuque” em parceria com o artista tropicalista Tom Zé em 2013 – a melodia do power-trio soa, por vezes, nostálgica aos fãs, o que não é intencional. “Nós temos muitas referências sonoras à década de 60 e 70 por ser um estilo de música e de timbragem que os três gostam muito. Não é uma coisa proposital, nem exclusiva. Ao longo dos discos, buscamos também outras abordagens, referências de bandas atuais e outros estilos, e acabamos percebendo que estávamos fazendo as coisas de um jeito que nos agradava, não necessariamente querendo soar nostálgico ou moderno”, comenta o baixista.

O aclamado último álbum da banda contou com o apoio do projeto Natura Musical, o que os permitiu ter mais tempo de estúdio e possibilidades na hora da gravação. “Foi a primeira vez que contamos com tantos músicos de apoio em uma gravação do Terno: sopros, harpas, cordas... então nesse sentido o disco todo foi bem desafiador e interessante de ter sido gravado”, pontua Guilherme.

Detalhes

Ele comenta que as músicas foram criando forma e arranjo ao longo das gravações, diferentemente dos outros discos do Terno que já estavam bem arranjados na época das entradas em estúdio. “A música ‘Melhor do que Parece’ foi um desafio porque queríamos que ela soasse como duas músicas dentro de uma e que a segunda parte soasse épica. Os violinos e sopros foram fundamentais para o efeito criado”, destaca d’Almeida.

Como músicas são como filhos, é quase impossível nomear uma só como favorita. Para Guilherme, durante todo o processo a música favorita vai se transformando. “Antes de gravarmos o disco, ‘Culpa’ era a minha favorita. Talvez pela temática, talvez por ser uma música que traz uma nova cara do Terno. Ao longo das gravações, ‘Deixa Fugir’ e "Melhor do que Parece" foram as mais queridas por mim, pois gostei muito do resultado. Atualmente ‘Depois que a Dor Passar’ tem sido a mais escutada por aqui”, coloca ele.       

Denominações           

No mercado musical, algumas rótulos como “mainstream” – tendências ou projetos que a maioria da sociedade conhece ou aclama – e “alternativo” – tendências ou projetos mais independentes do mundo business. Par ao baixista, cada vez mais as bandas estão sabendo lidar com as mudanças de mercado e entender como ocupar o espaço existente entre os dois mundos.

“A internet e o acesso mais fácil a ferramentas de gravação permitiram que o artista não precise esperar uma gravadora, ou um espaço na TV para existir para o público. As bandas começaram a surgir de todos os cantos, com sua excentricidades e singularidades, o que é incrível.  E nessa nova dinâmica, uma banda pode levar seu som a todo seu público potencial sem necessariamente estar nos grandes meios de comunicação”, pondera d’Almeida.       

Por enquanto, a banda “O Terno” está focada na turnê do último disco, e em chegar a novos lugares com a turnê (como Manaus). “E ainda queremos fazer shows com o trio de sopros (Sax, trompete e trombone) ao vivo, como fizemos no final do ano passado. Novos clipes desse disco também estão na cabeça e o lançamento em Vinil também está nos planos”, finaliza Guilherme.

Saiba +

No dia 8 de abril, a partir das 9h no auditório da UEA (Av. Djalma Batista, Chapada), haverá uma mesa-redonda com nomes da indústria fonográfica brasileira. Entre eles estão Carlos Eduardo Miranda (produtor musical), Carol Pascoal (representante SIM-SP), Sonoe Fonseca (representante SESC), entre outros. O debate é gratuito e integra a programação do II Festival Noites do Norte.

Serviço

O quê: II Festival Noites do Norte de Artes na Rua

Quando: 8 de abril, a partir do meio-dia

Onde: Avenida Eduardo Ribeiro (na altura da Praça do Congresso)

Quanto: Gratuito

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