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Banda que reproduz obras de Cazuza fará show em Manaus em novembro

Pela primeira vez em Manaus, a ‘Banda Ideologia’, cover oficial de São Paulo, estará na capital para reviver famosas composições do ‘Poeta do Rock’ 26/10/2013 às 16:57
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Fábio Cazuza promete trazer ao palco do Teatro Direcional grandes hits de um dos maiores astros do rock brasileiro
Jony Clay Borges Manaus (AM)

O Poeta está vivo/ Com seus moinhos de vento/ A impulsionar/ A grande roda da História”. Já faz mais de 23 anos que Cazuza faleceu vítima da Aids, mas os versos da canção do Barão Vermelho, “O Poeta está vivo”, em alusão ao cantor e compositor brasileiro e lançada no ano de sua morte, soam mais verdadeiros que nunca. O ícone do rock dos anos 1980 continua fazendo a cabeça das gerações mais novas, e sua obra musical já chegou até mesmo aos museus (veja a Busca).

Em Manaus, o público fã do Poeta do Rock receberá o show de Fábio Cazuza e Banda Ideologia, cover oficial de São Paulo, no dia 2 de novembro, no Teatro Direcional. Na visão do vocalista, o sempre renovado interesse pela obra de Cazuza reflete um momento de redescoberta na música brasileira e na sociedade em geral.

“A galera está cansada de ouvir músicas que não dizem nada e não levam a nada”, afirma o músico. “Há um resgate da boa música popular brasileira. O País passa por uma transformação social novamente, pessoas indo às ruas, reivindicando seus direitos, e o Cazuza está fazendo a trilha sonora dessas manifestações. ‘Brasil’, ‘Burguesia’, ‘Vai à luta’, ‘Ideologia’ são cantadas como hinos, e isso fez que o Cazuza fosse redescoberto”.

O sucesso do repertório de Cazuza e do Barão Vermelho entre o público de hoje impulsionou a trajetória de Fábio Cazuza e da Banda Ideologia. O grupo, surgido há três anos na capital paulista, caiu no gosto do público desde a primeira apresentação. “Uma casa de shows aqui de São Paulo precisava de uma banda tributo ao Cazuza. Aceitei o desafio, o primeiro show foi um sucesso, e me estimulou a continuar”, recorda Fábio.

Projeto coverNo trabalho de preparação para reviver o compositor de “Exagerado” nos palcos, o vocalista pesquisou o acervo ainda disponível hoje para compor o visual. “O meu figurino é montado e inspirado no modo como o Cazuza se vestia tanto dentro quanto fora dos palcos. Vejo todas as fotos para deixar o figurino superpróximo ao do Caju”, explica ele que, como os demais integrantes da banda, não chegou a conhecer o Poeta do Rock ainda vivo. “Nossa banda é formada por jovens. Mas se fossemos da época certamente teríamos assistido aos shows. Seria maravilhoso isso”, destaca o baterista Vitor Colombo.

Para a seleção do repertório, Fábio e a Ideologia se basearam – e se baseiam até hoje – no gosto do público. “A seleção de repertório vem se modificando nesses três anos. Ouvimos muitas sugestões da galera, portanto nosso repertório possui os sucessos de Cazuza e o ‘lado B’ também”, assinala o vocalista. A seleção inclui, da fase do Barão Vermelho, “Maior abandonado”, “Milagres”, “Pro dia nascer feliz”, “Todo amor que houver nessa vida”, entre outras. Da fase solo, fazem parte da seleção “Blues da Piedade”, “Codinome Beija Flor”, “Mal nenhum”, “O tempo não para” e “Vida louca vida”.

Ícone de gerações

Nos shows, várias gerações de fãs se unem na paixão pelo Poeta do Rock. “É muito boa a aceitação tanto do pessoal mais antigo, que vai a nossos shows e relembra o passado, quanto dos mais jovens”, conta Colombo.

Apesar da luta pública de Cazuza contra a Aids, que o levou em 1990, aos 32 anos, Fábio não considera a trajetória do roqueiro como trágica.

“Diria que o Cazuza foi um ícone dos anos 1980 dentro e fora dos palcos. Ele quebrou tabus ao falar de aids, bissexualidade, drogas”, declara ele, dizendo-se orgulhoso de dar vida à figura marcante do rock brasileiro. “Interpretá-lo é, acima de tudo, uma honra, mas é também muito estudo em cima, muito aperfeiçoamento. Eu me sinto feliz e orgulhoso de fazer essa interpretação”.

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