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Bandas e empresários locais falam de suas parceiras de sucesso

Esta é uma das formas encontras para divulgar o trabalho do artista e também da casa noturna 21/08/2015 às 09:44
Show 1
A banda Overload tem os projetos “Overbox” e “Overfest” exclusivos para o All Night Pub
Lídia Ferreira Manaus (AM)

Eles são cativos na agenda, chegam a ter até um dia específico na casa. Fazem a fama do local – ou será que é o local que faz a fama deles? O certo é que é fácil achar casas noturnas na cidade responsáveis por apadrinhar bandas e artistas, uma parceria que cativa o público.

É possível ver o show da Overload em diferentes locais da cidade, mas os projetos “Overbox” e “Overfest” só mesmo indo para o All Night Pub. Dos 10 anos de casa, oito já contam o “Overbox”, noite temática realizada toda última sexta-feira do mês. No começo, a festa reunia as bandas Overload e Jukebox em um mesmo palco, por isso o nome do projeto. Mesmo com a extinção do grupo Jukebox, o “Overbox” continua com data fixa e mesmo formato. “Para o projeto, a gente continua unindo músicos dos dois grupos e temos um repertório de três horas. Com isso, conquistamos um público fiel e  parceira com a casa”, disse o baterista Ricardo Mena.

A iniciativa do “Overbox” partiu das próprias bandas cujos integrantes são amigos desde a infância. O All Night “comprou” a ideia que  entrou para a agnda mensal  e ainda rendeu, uma vez por ano, o “Overfest”, noite para comemorar o aniversário da Overload. “Nós fomos crescendo com a casa, o local teve várias reformas e nós tivemos mudanças também. Criamos um público e uma identificação com a casa por meio do nosso som. A gente se sente em casa mesmo, sabemos de todos os equipamentos, entendemos a dinâmica do funcionamento e tudo isso influencia no nosso show. É uma sinergia”, reforça Mena.  

Um dos sócios do All Night Pub, Walter Lima, destaca que a qualidade do grupo é essencial para uma parceria. Além disso, é preciso ter uma identificação entra a proposta artística da casa e do grupo. “A gente sempre pensa no cliente e a banda interfere diretamente nos frequentadores. Ou seja, se o grupo se sente bem, gosta de tocar na casa, está a vontade no palco, tem um som legal, passa isso para sua plateia. Dessa forma, todo mundo sai ganhando: a banda, a casa e o público”.

Ajuda aí, tio!

Há pouco mais de um ano, a banda Fourtune ganhou um “empurrãozinho” do empresário César Portuga, mais conhecido como Tio Jack, do Jack’n’ Blues Pub. A banda praticamente formatou sua concepção musical incentivada pelo  empresário. Os integrantes Nayara Souza, Gustavo Kawati, Nivaldo Luiz e Júnior Laranjeira frequentavam tanto o local que acabaram se tornando amigos do Tio Jack. “A gente conversava muito com ele sobre música, em especial blues. Então ele sugeriu de a gente montar a banda e fazer um show. Topamos o desafio e deu certo, todo mês temos agenda lá”, conta Nayara.

Para a cantora, associar uma banda nova a uma casa que está fixada no mercado local, e que tem como diferencial a música ao vivo, traz credibilidade. “Isso traz respeito ao teu currículo musical, principalmente quando não se tem tantos anos de carreira. As pessoas associam o Jack à qualidade musical e, se tocamos lá, estamos no padrão”, afirma.

Outro grupo que facilmente é lembrado quando o assunto é Jack’n’Blues é a Band & Donna. O pub existe há cinco anos, destes, quatro a banda é literalmente da casa: toca toda sexta-feira e somente lá é possível assistir ao show completo. “Temos outras profissões, mas a música é um hobby sério para gente, uma necessidade. Nos identificamos com a proposta blues e rock clássico da casa e acabou acontecendo esse casamento”, explica o guitarrista e vocalista  Chico Franco. Para ele e os integrantes Aldo Murara (baixo), Francis Murara (bateria) e Fábio GS (guitarra e voz), a “dobradinha” reflete na qualidade da apresentação. “Criamos uma personalidade, pois tocamos o que gostamos, o ambiente permite isso e assim mantemos  um vínculo com o público”, disse.

Para César Portuga, o essencial é a casa e a banda terem qualidade . Ele diz que não abre mão de selecionar os grupos e, para “apadrinhar”, é fundamental ter uma identificação com o estilo do pub. “Eles viram prioridade, a casa dá preferência na agenda para eles e vice-versa. Além da questão musical, é fundamental a interação fora do palco, com horários e responsabilidade. Isso faz uma boa parceira de sucesso”, disse.

Parceria vai além do bar

Depois de percorrer o País acompanhando músicos como Vavá e Chrigor, o sambista Uendel Pinheiro decidiu voltar para Manaus, cidade onde o paraense é radicado, e partir para a carreira solo. A primeira coisa que ele fez foi bater na porta do Lappa Bar. “Estar vinculado a uma casa te dar uma estabilidade, pois você tem uma fluidez de shows, sempre tem agenda”, disse o músico.

O que ele não esperava é que os empresários Fábio Sá e Rafhael Pina iriam propor empresariar a carreira de Uendel. “Vimos o potencial dele e não tivemos dúvida na proposta. Em menos de 10 menos, já gravamos até CD dele no Lappa e com casa lotada”, disse Fábio Sá.

O empresário ressalta que nem todo talento tem alguém para ajudar da questão administrativa da carreira. Além disso, quando uma casa se associa a um artista ambos ganham credibilidade e criam uma rotina para o público. “Muitos artistas não têm tempo ou mesmo habilidade para gerenciar suas carreiras. Nós pensamos nisso. Ele não é exclusivo do Lappa, toca em outras casas. Mas tem seus dias fixos e isso faz o fã vir para a casa sem ter dúvida. O músico depende da casa e a casa depende do músico”, disse. Uendel Pinheiro é atração do Lappa Bar toda sexta e sábado.

Serviço

Onde:  Jack’n’blues (Rua Nova Prata, 945 – Vieiralves)
Telefone: (92) 98171-0553. 

Onde:  All Night Pub (Av. Efigênio Salles, 2085 – Aleixo)
Telefone: (92)3236-2230.

Onde: Lappa Bar (Rua Rio Mar, Vieiralves)
Telefone: (92) 3584-3567 . 




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