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Técnica de higiene natural melhora o sono dos bebês e evita cólicas e assaduras

Além de proporcionar o fim das cólicas e assaduras, o método ainda ajuda no desfralde sem traumas e melhora as noites de sono 26/03/2017 às 13:00 - Atualizado em 27/03/2017 às 14:21
Show hn maria flor
Greice Kelly aprendeu a observar os 'sinais' de Maria Flor quando precisa evacuar (Foto: Álbum de Família)
Natália Caplan Manaus (AM)

Já imaginou não ter que trocar fraldas sujas de cocô, ou se preocupar com bebê sem dormir direito por causa de cólicas, ou irritado com assaduras? Esses são alguns dos benefícios da “Elimination Comunication”, conhecida no Brasil como Higiene Natural. Apesar de fazer parte da rotina normal da infância em algumas culturas, a prática chegou ao País há pouco mais de 2 anos.

“Não acreditávamos que um bebezinho seria capaz de fazer as necessidades em um penico. Achávamos um exagero. Mas estávamos errados”, diz a geógrafa Greice Kelly Perske, 27, ao ressaltar que aprendeu a observar os “sinais” de Maria Flor. “Evacuar também é uma necessidade fisiológica. Do mesmo jeito que sabemos quando ela sente fome, sono, frio e calor; existe um sinal (choro, movimento dos membros, etc.) característico”, explica.

A menina usa penico desde os nove dias de vida e, segundo a mãe, a prática ocorreu naturalmente. Quando dá os sinais, ela é colocada na posição de cócoras para facilitar a evacuação. Hoje, aos 9 meses, faz cocô somente de dia, no penico, enquanto a quantidade de urina na fralda diminuiu. Quando começa a se virar de um lado para o outro na cama, Maria Flor é levada para fazer xixi e volta a dormir.

“Decidimos providenciar um penico e tentar a ‘loucura’ da Higiene Natural. Posicionávamos Flor de cócoras sempre que começava a fazer ‘força de cocô’”, lembra, ao citar os benefícios. “Aliado ao uso de fraldas de pano, evitamos assaduras e ‘cólicas’, embora eu acredite que cólicas sejam sinal do bebê pedindo ajuda para evacuar. E nós não temos um bebê que chora excessivamente”, finaliza.

Necessidade fisiológica

Segundo Fernanda Paz, 31, que utiliza a metodologia com Serena desde quase os 2 meses, o bebê fica mais “conectado” ao cuidador, sinalizando a vontade de evacuar. Mesmo pequeno, cria uma consciência corporal que o guiará ao desfralde, sem traumas ou pressão. Além disso, há economia de fraldas descartáveis e água (no caso dos modelos de pano); e de produtos relacionados, como lenços umedecidos, algodão e pomadas.

“É preciso entender o bebê como um ‘mini-humano’, que possui a fisiologia idêntica a nossa e precisa ter o atendimento das necessidades fisiológicas por um adulto/cuidador. O bebê tem fome? O alimentamos. O bebê tem sono? O fazemos dormir. Mas se o bebê precisa fazer cocô, o ignoramos. Onde está a lógica nisso?”, enfatiza a única consultora brasileira oficial do método no País e criadora do página no Facebook “Bebê sem fralda – Brasil”. 

Todo bebê é capaz

A filha de Fernanda, hoje com 2 anos, é a garota propaganda da mãe. Serena teve desfralde total antes de completar 1 ano de idade. Entre as consultorias de HN já realizadas, há casos que surpreendem os mais céticos, desde crianças autistas a irmãos gêmeos. De acordo com a consultora, basta força de vontade e dedicação da família e cuidadores — em caso de creches.

“Uma amiga começou a praticar com o filho que tem Síndrome de Down aos 5 meses. Com menos de 1 ano, ele já andava só de ‘cuequinha’ e dormia sem fraldas. Comecei a praticar com Serena aos 54 dias de vida. Por conta própria, ela desfraldou à noite, aos 9 meses, e por completo, aos 11 meses. Autistas também respondem rapidamente e surpreendem”, enfatiza.

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