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Beleza e consciência: amazonenses rumo ao Miss Eco Brasil 2013

Representantes locais disputam ao título de mulher mais bonita do País e devem demonstrar consciência ambiental 15/07/2013 às 09:53
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Da esq. para dir.: Suzana Sousa, Izakelly Aquino, Rafaela Gomes e Thaís Brito
Laynna Feitoza Manaus, AM

A Região Amazônica possui na riqueza da sua flora e fauna um dos maiores patrimônios do planeta. E também centrada nesse cenário está beleza de suas mulheres. Quatro delas, amazonenses,  participam no período de 25 a 28 de julho, na cidade de Chapecó (SC), do concurso Miss Eco Brasil 2013, responsável por escolher a mulher mais bela do País. Porém, no concurso não é apenas o físico ou o carisma das candidatas que valem pontos: é necessário também ter consciência e engajamento ambiental.

As candidatas Rafaela Gomes (Miss Teen Eco Amazonas), Thaís Brito (Miss Eco Manaus), Suzana Sousa (Miss Eco Presidente Figueiredo) e Izakelly Aquino (Miss Eco Parintins) representarão uma parte do estado sob a regência do coordenador estadual do concurso, Fernando Salignac. “O objetivo é eleger a mulher e menina mais bonitas, além de utilizar a beleza e o título dessas representantes para difundir as causas ambientais e, principalmente, a necessidade de conservação dos mais diversos cenários ecológicos brasileiros”, assegurou Fernando.

Salignac aponta que escolheu as meninas das cidades de Manaus, Presidente Figueiredo e Parintins para auxiliar nas divulgações das metrópoles, e a Miss Teen Eco para representar o Amazonas.

Ajuda na divulgação das causas ambientais

As quatro moças representantes da beleza cabocla do maior estado do País já se encontram em fase de preparo para o concurso: elas chegam ao sul do País no dia 25 de julho. Uma das que vem se preparando com força total é Carla Rafaela Gomes da Silva, 16, estudante do ensino médio e representante do AM na categoria infanto-juvenil. Carregando o título de Miss Teen Eco Amazonas, ela contou à reportagem de A CRÍTICA que participa de concursos de beleza desde o s 7 anos de idade, mas que é a primeira vez que representa o estado onde vive.

“Apesar de não acontecer um concurso estadual, o coordenador escolhe uma menina que representa a beleza das jovens amazonenses e também que tenha ligação com causas e ações ambientais. Sempre gostei muito de estudar biologia e as questões ecológicas de nossa região, e depois de receber o título de miss tive a oportunidade de estar mais próxima deste tipo de atividade”, ressaltou Rafaela.



Enquanto Miss Teen Eco Amazonas, a moça de olhos graúdos relata que teve a oportunidade de conhecer atividades desenvolvidas por alguns institutos de promoção ambiental pela cidade, e entre eles, as atividades desenvolvidas pelos pesquisadores do Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Inpa, uma das experiências mais marcantes para ela, afirmou.

“A que mais me chamou atenção foram as atividades de preservação dos botos. Fiquei muito triste em saber que existem pessoas em nossa região que matam os botos para utilizar suas carnes como isca para a pesca de um peixe chamado piracatinga. O pior é saber que a piracatinga é vendida em algumas feiras de manaus e outras comunidades ribeirinhas com nome de outro peixe, sem que as pessoas saibam. Fiquei muito impressionada e sempre que posso, ajudo na divulgação das ações dos pesquisadores na minha página no Facebook para que as pessoas ajudem a denunciar este tipo de violência com os botos, assim como também acontecem com os peixes-bois”, lamentou a estudante.

Ela garante que um dos seus maiores intuitos no concurso é, mesmo sendo adolescente, ajudar na divulgação das causas ambientais, utilizando o título para o bem da sociedade. “Penso que minha missão é plantar um semente na cabeça dos jovens para que as gerações futuras possam vivenciar as riquezas da biodiversidade amazônica”, ponderou Gomes.

Engenheira verde

Não contrária às premissas de preservação ambiental, a acadêmica de engenharia civil Thaís Nascimento Ferreira Brito, 19, alegou ter se sentido lisonjeada com a proposta que lhe conferiu o título de Miss Eco Manaus. A loira pondera que cada vez mais se aprofunda em pesquisas acerca do ramo da ecologia. A loira representa a capital amazonense na categoria adulto.

Apesar de reconhecer o nervosismo, ela afirma que, se caso alçar o título nacional, incluirá na sua rota de planos ações que evitem a destruição da natureza. “Eu faço faculdade de engenharia, e minha meta quando me formar é construir edificações verdes, que são as que não agridem muito o meio ambiente. Respeitando as leis ambientais utilizando a EIA (Estudo dos Impactos Ambientais) e outras que determinam o mesmo”, assegurou Thaís, que também revelou pretender buscar outros concursos, como o Miss Amazonas.


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