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FOLIA

Cantor Bell Marques se apresenta em Manaus no próximo dia 11

Ex-líder do Chiclete com Banana apresenta repertório que mistura clássicos da carreira com novos sucessos 05/02/2017 às 05:00
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Cantor lidera as vendas de abadás no carnaval de Salvador com seus dois blocos (Divulgação)
Juan Gabriel Manaus (AM)

Em Salvador ele é o rei. Com mais de trinta anos de uma brilhante carreira – trinta e nove para ser exato – Bell Marques continua arrebatando multidões por onde passa. Junto de sua inseparável bandana, o ex-lider da banda Chiclete com Banana aporta em Manaus no próximo dia 11, para fechar com chave de ouro a edição 2017 do tradicional Baile do Hawaii.

Para o show, o baiano faz uma mistura entre sua atual turnê, intitulada “Só as antigas”, onde apresenta clássicos da banda que o consagrou, além de levantar o público manauara com canções do seu mais recente projeto, o DVD “Fênix”, gravado no réveillon de 2015 e que conta com sucessos como “Vumbora Vumbora”, “Minha Deusa” e “Amor Bacana”, com participação de Wesley Safadão.

Desde 2014, Bell Marques segue em carreira solo. A saída de uma das bandas mais consagradas do País, anunciada por um vídeo publicado no Youtube, pegou os fãs de surpresa. “A banda estava em uma fase estável na época do desligamento e é normal nessa fase da carreira acabar relaxando um pouco. Eu sempre fui um cara inquieto e esse relaxamento me incomodava. Depois de muitas conversas acabei achando melhor me desligar. Foi bom, por que hoje consigo fazer as coisas do meu jeito”, explica o cantor.

O show que traz para Manaus é uma espécie de recomeço na carreira de Bell. Juntando os dois trabalhos de sua recente carreira solo, o músico afirma ter passado por um processo de “reinvenção musical” impresso nesses projetos. “Quando lancei o primeiro CD, busquei tentar fazer algo diferente do que vinha fazendo. Trouxe alguns elementos diferentes como o violino e outros que pudessem passar a ideia de que ali não era mais Chiclete com Banana. Já o DVD Fênix foi um divisor de águas, é algo diferente que expressa esse recomeço de uma maneira visual”, explica o músico.

Revolução no trio

Foi no Carnaval de 1981 que Bell Marques fez sua estreia naquele que seria o principal palco de sua vida. Em cima do trio elétrico, comandou o Chiclete com Banana – que naquela altura ainda se chamava Scorpius – e foi um dos responsáveis por reinventar o veículo característico dos blocos de Salvador. “Houve uma revolução na parte sonora do trio elétrico. Nós cercamos o trio de caixas de som e colocamos uma sonoridade tão boa que parecia um CD tocando. Lembro que vários repórteres na época subiam lá por que achavam que estávamos fazendo playback. Era incrível a reação de surpresa deles quando percebiam que estávamos tocando tudo ao vivo”, conta Bell, que ri da situação.

Exatamente trinta e três anos depois, Bell subia pela última vez no trio que ajudou a reinventar com sua antiga banda. Foi na quarta-feira de cinzas que o músico se despedia dos vocais do Chiclete e se preparava para apenas três dias depois, iniciar a temida carreira solo.
Hoje Bell colhe os frutos que plantou. Desbancando nomes como Ivete Sangalo, Claudia Leitte e Durval Lelis, o cantor domina o Carnaval desse ano com o bloco de rua mais caro e requisitado de Salvador. “Os dois abadas mais vendidos do Carnaval esse ano são dos meus blocos, o Camaleão e o Vumbora. Acredito que até o final dessa semana já esgotou tudo”, revela o artista.
 

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