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Bem Viver elenca cinco mulheres que chamam atenção na cena cultural de Manaus

O BV destacou, de cada segmento artístico da capital amazonense, as mais “belas das artes” de nossa cidade 07/09/2014 às 21:22
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Adriana Goes
Jornal A Crítica ---

Não é apenas a beleza que se põe à mesa. Mas, aliada a esta característica, a competência e o amor pelo que fazem torna as cinco moças ilustradas nesta reportagem referenciais a serem notados. O BEM VIVER destacou, de cada segmento artístico da capital amazonense, as mais “belas das artes” de nossa cidade. Aqui você poderá acompanhar também os projetos das beldades e todos os seus planos para o futuro.

Adriana Goes

Integrante do Corpo de Dança do Amazonas (CDA) há 16 anos, a bailarina Adriana Goes acredita que a beleza ajuda, sim, na profissão. Porém, não é o suficiente. “Você tem que ter algo a mais para oferecer. Porque sem talento, não tem beleza certa”, explica ela, que acrescenta: “Nas artes, a beleza é muito relativa, não existe um padrão. Você pode encontrar o belo no estranhamento”. Entre os truques diários da musa do CDA, está sempre andar com água termal em mãos. “Borrifo no rosto e colo quando necessário. E meu cleanser de rosto não possui sabão e nem parabenos”. Já nos palcos, Adriana conta que corte de cabelo e depilação em dia são indispensáveis. “Além da maquiagem certa que defina os traços do rosto. Eu afino o nariz (risos)”, brinca. Atualmente, a bailarina está focada nos ensaios de dois espetáculos, “Carmem Suite”, que será reencenado no próximo dia 10, no Teatro Amazonas, e “Vazantes”, de Mário Nascimento, que será apresentado em outubro, também no anfiteatro.

Taty Corazón Latino

Natural do Peru, nascida numa família de músicos, a cantora Tatiana Lopes, conhecida pelo nome artístico Taty Corazón Latino, garante que a beleza é uma ferramenta que auxilia o artista. Entretanto, na noite, teve que aprender a ter jogo de cintura para lidar com alguns homens “engraçadinhos”. Para ela, o importante é ter contato direto com o público, superando a linha entre artista e plateia. Com 26 anos de idade, cantando profissionalmente há 13 anos, ela garante que é importante ser amiga de seu público, fazê-lo sempre ficar à vontade. “A alegria nas pessoas é gratificante”, diz a cantora. Característica dos latinos ou não, Taty é uma pessoa cativante com qualquer ser que cruze o seu caminho, fazendo, no final das contas, a sua beleza ser mera coadjuvante ou um simples acessório que usa.

Karyme Dibo

“Nossa, você é de verdade?”, “Meu aniversário está chegando, se eu te convidar você vai?” e “Nossa, você é mais bonita pessoalmente, princesa!” são alguns dos comentários mais ouvidos pela estudante de Direito e atriz Karyme Dibo, 19. O mais curioso é que todos esses elogios vêm de crianças: ela integra desde os 17 anos a Companhia de Teatro Metamorfose, renomada por seu trabalho com o público infantil e dirigida pela atriz Socorro Andrade. Dona de traços delicados, a moça é conhecida como a “chaveirinho” da trupe e revela que a beleza muito a auxilia em papéis como os de princesa, por exemplo. Ela diz estar aberta ao teatro e a musicais e revela: “Este ano pretendemos participar do Festival de Teatro da Amazônia com o espetáculo ‘A farsa de Yarim no Céu de Mandacarú’, no qual eu interpreto a personagem principal Yarim”, celebra.

Sálvia Haddad

Na opinião da escritora Sálvia Haddad, a beleza acaba sendo um fator de atração também na literatura. “Não tem jeito: os olhos humanos encantam-se com a beleza e a imagem importa sim. Agora, fator favorável não é o mesmo que fator determinante, né? Então a beleza favorece, mas não determina”. Com uma rotina de escrita imprevisível, ela diz que escrever “é um imperativo”: “Faz parte da forma como lido com o mundo”. A escritora adianta que já trabalha no lançamento do seu próximo livro, sucessor de “Mel e Fel”. A obra vai reunir crônicas e os primeiros poemas de Sálvia. “Nas crônicas, vem à tona um tema recorrente em nossas vidas: a paixão e suas dores. Na poesia, estreio com poemas em prosa, onde o amor e seus dissabores são temas constantes”.

Rakel Caminha

O talento de Rakel Caminha veio à tona este ano, quando a artista plástica de apenas 20 anos tornou-se rosto conhecido pelo talento expressado em quadros ousados. Esse mesmo rosto ainda chama atenção pela beleza, que até poderia ir contra sua vontade de ser reconhecida apenas pela competên-cia artística. Mas ela sabe que não se resume a isso. “Aparência é construída por uma série de fatores. Não só o que eu herdei do meu pai e minha mãe, mas o que eu construí em mim duran-te alguns anos. Acredito que acima disso ainda se encontre a simpatia”, disse. Rakel conta que em breve irá se dedicar a um novo conceito de um trabalho - a procura de símbolos por meio da colagem. Enquanto não inicia o projeto, a artista plástica empresta sua beleza como modelo fotográfica. “Acho curiosa a relação entre o tempo, os seres humanos e a fotografia”.

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