Segunda-feira, 24 de Junho de 2019
Vida

Bia Doria sobre Manaus: 'Tudo aqui é monumental'

VIDA traz entrevista exclusiva com a artista plástica, que esteve na cidade na última semana



1.jpg A celebrada artista plástica Bia Doria tirou de seu contato com a natureza a inspiração para a criação das obras que buscam resgatar a variedade de formas presente na flora e na fauna brasileira
25/11/2013 às 10:37

A natureza é algo que sempre esteve presente na vida da artista plástica Bia Doria, desde sua infância na pequena cidade de Pinhalzinho, oeste de Santa Catarina. Não é à toa que seu trabalho foi influenciado diretamente pela floresta, da qual retira toda matéria-prima para a criação de suas obras. Ao conhecer Manaus, em 2009, suas peças em madeira ganharam dimensões maiores, pois, como ela própria disse, em entrevista concedida ao VIDA, durante sua última passagem por Manaus, semana passada, “tudo aqui é monumental”.

“Foi um impacto muito grande ao chegar a Manaus, porque até então só conhecia pequenas florestas. A floresta amazônica me influenciou em aumentar o tamanho de minhas obras, porque tudo aqui é monumental. Quando cheguei à cidade, eu vi que tinha que fazer algo grande”, declarou a artista, ao degustar uma e outra pupunha, durante a inauguração do espaço Sierra e do novo trabalho da marca T&G, dentro do Atelier Tânia Castro.

Outras ações
Além de visitar os amigos, Bia veio participar de uma reunião na Fundação Amazonas Sustentável e para gravar parte de um documentário sobre sua vida e esculturas, em Balbina, distrito do município de Presidente Figueiredo (a 107 quilômetros da capital), famoso por sua hidrelétrica. “Este registro está sendo feito pela ‘National Geographic’. Vamos filmar aquelas madeiras que, infelizmente, são de um desastre ecológico, mas dessas madeiras ‘descartáveis’, secas, do fundo do rio, faço meu trabalho. Iremos fazer uma interferência (artística) lá e deixar uma obra”.

Sabores da terra
E não é somente das belezas da floresta que Bia gosta de Manaus. Ela também aprecia – e muito – a culinária, em especial os pratos feitos com os peixes da região. “Gosto bastante de tambaqui com farofa (risos). Toda vez que venho aqui como o tambaqui e o tucunaré. O Eduardo Braga (senador do Estado) me mandou uns tambaquis uma vez, mas minha cozinheira colocou numa forma para assar e ninguém conseguiu comê-los, não tinha o mesmo tempero daqui”.

Admiração e amor
Quando o assunto é arte, ela é categórica ao dizer que admira o trabalho do artista plástico amazonense Rui Machado. “Gosto de seus traços tribais, adorei também sua coleção de banquinhos em madeira. Aquilo na Europa, no exterior, tem um valor imenso! Lá fora valorizam esses traços tribais”, afirma.

Desde 2009, a gaúcha visita a capital amazonense anualmente, seja para visitar amigos, se inspirar, atender convites ou fechar parcerias. Ao falar da cidade, ela só conseguir exprimir o seguinte: “Manaus representa algo muito forte para mim”.

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