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Literatura

Bienal do Livro de São Paulo foca em literatura jovem e educação tecnológica

Edição que ocorre até o próximo dia 12 celebra os 25 anos do evento e recebe os mais variados tipos de selos editorias e gêneros literários 07/08/2018 às 18:20 - Atualizado em 10/08/2018 às 15:17
Show bienal livro sp
Lema do evento conversa sobre destacar o livro como principal fonte de conhecimento em meio ao turbilhão de estímulos. Fotos: Studio WTF/Divulgação
Maria Paula Santos* Manaus (AM)

A Bienal do Livro de São Paulo chega à sua 25ª edição (de 3 a 12 de agosto) mostrando o quão antenada e necessária é a literatura nas dicussões e debates atuais. Focando principalmente em um público jovem, do infatojuvenil ao young adult, o evento provou ter como principal propulsor o pensamento crítico, em uma programação voltada às temáticas contemporâneas.

“Tivemos o cuidado de trazer uma programação capaz de atingir todos os públicos – das crianças aos adultos – buscando temas atuais, além de melhorar a infraestrutura para melhor conforto e circulação dos visitantes. Este ano, a Bienal do Livro está ainda mais multicultural, une entretenimento, conhecimento, inovação e, claro, muita literatura”, afirma Luís Antonio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Desde seu primeiro dia de evento, a sensação é de estar em um imenso festival de música, onde aparecem bandas, que no caso são as editoras, as quais você não conhecia mas se apaixona em cada estande e nunca parece acabar, ao mesmo tempo em que várias atividades interessantíssimas acontecem, muitas vezes simultaneamente e você deve escolher qual acompanhar.

Formando Público

Em mais de 75 mil m² o foco na comunidade infantojuvenil é inegável. Os jovens têm consumido cada vez mais conteúdos literários, sejam eles vindos de youtubers como Victor Martins, que lança seu segundo livro pela editora Globo Livros, ou através do romance “The Hazel Wood”, que chega ao Brasil pelo selo jovem da Editora V&R conhecido como Plataforma21, contando uma versão mais sombria do clássico “Alice No País das Maravilhas”, e que logo virará série de televisão.

A V&R, aliás, ao lançar “Mensageira da Sorte”, de Fernanda Nia, mostra uma grande proposta da Bienal, que é fazer a literatura ir além, uma vez que o livro retrata através de um romance uma ficção muito próxima da realidade, ao falar de temas políticos, tornando o livro palatável não somente para jovens mas também facilmente consumível por adultos.

Além das Páginas

Estandes como os da Microsoft e Sesc unem educação e tecnologia, provando que o futuro da literatura, apesar da atualização da internet, ainda é muito próspero e necessário, uma vez que o próprio lema do evento conversa sobre destacar o livro como principal fonte de conhecimento em meio ao turbilhão de estímulos.

A Amazon também fica mais próxima de seus clientes e permite que aqueles que tiverem livros venham até o stand e publiquem na hora, do jeito que sempre quiseram.

O destaque sem dúvidas vai para as atividades no espaço infantil, onde o resgate das histórias do “Menino Maluquinho” ganham vida no projeto Ziraldo em Cena, além de Bela Gil na Arena Cultural debatendo sobre seu estilo de vida e criação do seu filho. O espaço cordel e repente, destinado à cultura nordestina, teve o lançamento do livro “Os Novos Baianos” com uma sessão de autógrafos e show de Moraes Moreira, que se emocionou bastante relembrando dos anos ao lado do grupo e recebendo o reconhecimento do público.

Durante os 10 dias de Bienal, os visitantes poderão ter contato com autores nacionais e internacionais, com direito a sessão de autógrafos e debates sobres as temáticas de seus livros.

*A repórter viajou a convite da organização do evento.

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