Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
Música

Biquíni Cavadão fala sobre novo disco e sobre show em Manaus no mês de agosto

O show virá com um gosto novo: a turnê do novo disco da banda, “As voltas que o mundo dá”. Ao todo, o trabalho traz 12 músicas que falam sobre todos os tipos de amor: desde a fase da paquera, até o início do amor, o fim do amor, o amor entre pessoas de diferentes idades e até amor à distância



11/06/2017 às 16:23

Biquíni Cavadão é daquelas bandas que se tornaram um símbolo de amparo a Manaus, uma espécie de “boa e velha amiga” da capital amazonense. Tanto é que foi do grupo a missão de fazer um show após o fatídico jogo entre Brasil e Alemanha na Copa de 2014, transmitido amplamente ao público no Anfiteatro da Ponta Negra. Foi deles a missão de consolar o público após ver o País ser duramente derrotado num jogo de futebol. E em casa.

Bruno Gouveia, vocalista da banda, afirma que aquele foi um dos shows mais impressionantes dos mais de 30 anos de vida do grupo. “Quando acabou o primeiro tempo, já estava 5 a 0 para a Alemanha. Imagina então nosso desespero. A gente ali, no palco, e as pessoas vendo tudo no telão. Logo que começou o show, pensamos: ‘Vamos tentar amenizar essa dor, tentar fazer com que a galera esqueça uma derrota tão fragorosa assim. E o resultado foi espetacular. Conseguimos naquele momento esquecer de tudo e celebrar o ‘sacode a poeira e dá a volta por cima’”, declara o cantor.



Aliás, Manaus receberá um abraço da banda pessoalmente no dia 19 de agosto, quando Biquíni Cavadão vai se apresentar no Centro de Convenções do Studio 5. O show virá com um gosto novo: a turnê do novo disco da banda, “As voltas que o mundo dá”. Ao todo, o trabalho traz 12 músicas que falam sobre todos os tipos de amor: desde a fase da paquera, até o início do amor, o fim do amor, o amor entre pessoas de diferentes idades e até amor à distância. Não falta amparo para ninguém nesse disco.

“As músicas passam histórias verídicas nossas. Quando a gente fala de ‘Beijar Sem Fim’, vê que ela retrata os primeiros encontros do nosso baterista com a namorada. No meu caso, fiz uma música sobre o mesmo assunto em ‘Como Te Conheci’, e fiz inclusive junto com minha mulher a letra e o Theo, que é o parceiro da banda dela. Tudo casou para que a gente pudesse, através, dessa sinceridade das relações amorosas chegar nas voltas que o mundo dá. É um disco que fala das surpresas que a vida nos reserva, tanto boas e ruins”, pondera Bruno.

O disco teve a brilhante produção de Liminha, um dos produtores mais importantes do País. O desejo de fazer músicas inéditas e trabalhar com alguém que eles nunca haviam trabalhado coroou a parceria. “O Liminha trouxe para a gente algo além da belíssima produção. Acho que por ele ser baixista e o Biquíni não ter um baixista em sua formação oficial, ele, naquele momento da gravação, passou a ser o baixista da banda. Ele teve uma interferência como um quase membro, fazendo as músicas e acontecendo nos arranjos conosco”, afirma Gouveia.

Adornos

Os gêneros arranjos das músicas são o ponto alto do disco. O ouvinte encontra grooves setentistas em “Um Rio Sempre Beija o Mar”, uma gaita de fole em “Descobrimentos”, e uma sonoridade lúdica e divertida em “Nossa Diferença de Idade”. “É muito comum as bandas gravarem todas as baterias, depois todas as guitarras. Dessa vez fizemos música a música. A gente não partia para a música seguinte sem antes fechar todo o conceito da música”, declara ele.

Na faixa “Descobrimentos”, por exemplo, Bruno não estava satisfeito com o arranjo. “Então o Liminha sugeriu um arranjo sem bateria. Puxamos na lembrança alguma coisa que fosse mais ‘Beatles’, mas ao mesmo tempo o Miguel (piano, synth e órgão) veio com a ideia d colocar instrumentos antagônicos, que foram gaita de fole e harmonias indianas. Já para ‘Nossa Diferença de Idade’ pensamos em fazer algo alegre e solar para falar das diferenças de idade, que pode ser tanto o homem ou a mulher mais velha, tanto faz”, explica o artista.

“Rio Sempre Beija o Mar” foi a música com o maior nível de complexidade para a banda. “Batemos muito a cabeça até chegarmos no arranjo dela, um groove meio anos 70. Estávamos sem um conceito, quando o Miguel começou a tocar um piano reto, e ele foi carregando a música naquele piano, quase como se fosse um metrô. O Liminha falou ‘cara, tá aí’. Há muito flerte nosso com os anos 70 porque o Liminha é de 60, nós surgimos em 80 e conseguimos cruzar nossos caminhos com 70 porque é nossa memória afetiva, as músicas que a gente ouvia quando criança, e ao mesmo tempo é uma grande fase do rock”, destaca Gouveia.

Audiovisual

Para o disco, a banda fez um trabalho multimídia de amplo respeito: eles lançaram lyric vídeos de todas as músicas do disco. “Foram bem produzidos por um diretor chamado Daniel Ferro, ele fez isso dentro do estúdio. Fizemos um registro de cada gravação, acompanhado das letras das músicas. Além disso, lançamos um videoclipe especial de “Um Rio Sempre Beija o Mar” todo caracterizado em histórias em quadrinhos com a direção de Carlos Coelho e Fabio Holtz”, diz Bruno, lembrando que mais clipes devem ser feitos mais adiante. “São as voltas que o mundo dá e o Biquíni dando a volta no mundo. Estamos só começando”.


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