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EDUCAÇÃO

Boi-bumbá na escola: alunos de São Paulo homenageiam Festival de Parintins

Turmas do quarto ano da Escola Carlitos, de Higienópolis, criaram coreografias inspiradas nos bumbás 24/06/2017 às 09:23
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Professor de Educação Física Fabio Marchioreto coordenou a atividade com as turmas
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

Não é de hoje que a fama do Festival Folclórico de Parintins corre o Brasil e o mundo. Desde que a festa começou a ser transmitida pela televisão, mais pessoas puderam conhecer os encantos da festa que mobiliza os amazonenses a cada mês de junho.  Em São Paulo, Caprichoso e Garantido inspiram até atividades de Educação Física de uma escola particular que recebe alunos do Ensino Infantil e Fundamental.

Nas três últimas edições da festa junina da Escola Carlitos, localizada no bairro de Higienópolis, capital paulista, duas turmas do quarto ano se dividiram em azul e vermelho para criar coreografias inspiradas nos bumbás de Parintins – com direito a evolução de boizinhos de pano confeccionados com a ajuda dos pais. As apresentações deste ano aconteceram na última quinta-feira (22), num sítio do município de Mairiporã.

À frente desse trabalho está o professor Fábio Marchioreto, mestre em Educação, Arte e História da Cultura. Ele conta que conheceu o festival de Parintins pela televisão e acabou tendo contato com algumas danças folclóricas em cursos que fez, incluindo o ritmo parintinense. 

“Quando cheguei na Carlitos, cada série ficava responsável por uma dança específica na festa junina da escola. O quarto ano ficava sempre com o forró, mas me dei conta que o trabalho não estava saindo de forma orgânica. Foi aí que vi o potencial desses alunos para fazer algo em cima do boi-bumbá”, diz.

Aprendizado

Segundo ele, a proposta não é reproduzir as coreografias vistas no Bumbódromo, e sim estimular as crianças a criarem passos livremente inspirados em Caprichoso e Garantido. Essa abordagem faz parte das aulas de Educação Física com foco na cinesiologia humana, que é o estudo dos movimentos do corpo. 

“Procuro trabalhar com eles a capacidade motora individual e a relação dela com o outro na sociedade. Em determinado momento, estudamos os diversos tipos de confronto, e aí Parintins entra como exemplo de um confronto saudável entre dois grupos”, explica o professor.

Conhecendo a festa

Quando chega o momento de as turmas se dedicarem às apresentações que acontecerão em junho, Marchioreto faz os alunos se aprofundarem, com a ajuda de vídeos e outros materiais, nos temas que cercam o Festival de Parintins: o auto do boi, a história da Ilha Tupinambarana, do Bumbódromo e da disputa anual. 

“Diferente das séries anteriores, no quarto ano eles começam a montar as coreografias e a dinâmica das apresentações. Então, além de se apaixonarem pelos bois de Parintins, eles se sentem autores do próprio trabalho”, completa.

Por enquanto, apenas os dois famosos bois de pano aparecem em cena, mas a partir do próximo ano Fábio pretende ampliar a proposta. “Comecei esse trabalho sem imaginar que estaria falando com vocês agora. Recentemente, descobrimos que a festa não é só do Garantido e Caprichoso, que existem outros bois que acabam ficando à margem. Uma das possibilidades é ampliarmos essa questão”, finaliza ele, que em breve pretende conferir a magia parintinense junto com a família. “Estamos programando de ir quando nossa filha estiver um pouco maior e a gente puder curtir também”.

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