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BATE-PAPO

Atriz Bruna Linzmeyer abre o jogo sobre militância e vaidade

A atriz comemora fase boa com papéis de destaque na televisão e no cinema, onde entra em cartaz no dia 15 com 'O Grande Circo Místico', novo filme de Cacá Diegues 07/11/2018 às 07:18
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Bruna será rival de Marina Ruy Barbosa na novela “O sétimo guardião”. Foto: Divulgação
acritica.com Manaus

A capa da revista “Glamour” de novembro, que já pode ser encontrada nas bancas, traz a atriz Bruna Linzmeyer, de 25 anos, que volta ao ar como Lourdes Maria na próxima novela global, “O Sétimo Guardião”, que vai ao ar a partir de 12 de novembro. No novo folhetim das nove, a personagem de Bruna promete complicar a vida de Luz, interpretada pela colega Marina Ruy Barbosa. A partir do dia 15, Bruna também estará em cartaz nos cinemas com “O Grande Circo Místico”, novo filme de Cacá Diegues, e ainda este ano aparece em outro longa, “O que Resta”, de Fernanda Teixeira.

A atriz catarinense, que hoje vive no Rio, adora a palavra “sapatão” e vive usando-a em seu Instagram, onde é seguida por 1,4 milhão de pessoas. “Amo a forma como a comunidade se apropria do xingamento e o transforma em algo bom. Você não vai me xingar dizendo o que eu sou. Pode buscar outra forma de lidar com seu preconceito”, diz ela, que namora há um ano e meio com a artista plástica Priscila Fiszman. Levantar bandeiras, para Bruna, é tão natural quanto existir.

Abaixo alguns trechos da entrevista para a “Glamour”, que foi feita a partir de 26 temas de A a Z, sob o olhar de Bruna.

Deus

“Minha família já foi católica, minha mãe trabalhava na igreja paroquial. Hoje ela é espírita e terapeuta de reiki. Não me identifico com religião. Acredito na natureza, no fluxo dessa energia, no amor que sentimos pelas pessoas. Nas ervas, em matéria e elementos como pedras, cristais, temperos, água doce e salgada, madeira, metais. No poder da linguagem, das imagens. Deus, para mim, é quem ama, acolhe, resiste e muda o mundo por meio do afeto, da escuta e do coletivo”.

Militância

“Enquanto houver minorias violentadas, devemos estar na luta. A militância se dá no dia a dia, no olhar generoso e feminista para com as manas que encontro, com as ‘pequenas’ escolhas no trabalho, num post nas redes, em uma conversa com alguém na rua. O trabalho que me transformou em uma mulher livre foi feito aos poucos, por muitas pessoas que me encontraram em seus caminhos. A militância é coletiva, é feita em rede e com amor”.

Vaidade

“Há uma borda aí entre cuidado e prazer versus doença. Estejamos atentxs. Temos muita sorte do feminismo entrar como uma linguagem e nos fazer entender o que nossos corpos significam. Meu rolê é o conforto. Ia para a escola de moletom e chinelo. Moda e gênero são para a gente brincar. Escolher quando e se quer se maquiar, botar um vestido ou um terno, um salto. Quando se torna obrigação, é opressão”.

No Cinema

Falta de trabalho é um problema que passa bem distante do horizonte de Bruna Linzmeyer. Além de estar no elenco da novela “O sétimo guardião”, ainda este mês ela chega às telonas com uma obra de peso: “O grande circo místico”, de Cacá Diegues.

Filmado em Lisboa, o longa teve estreia mundial no Festival de Cannes este ano e foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2019. Ao comentar a escalação da atriz, Cacá é só elogios.

“Quando escrevo um filme, já começo a pensar em quem fará cada papel e assim foi com a Bruna, com quem já queria trabalhar há muito tempo”, conta o diretor, sobre a escolha dela para a bailarina e contorcionista Beatriz, que aparece logo na primeira das cinco fases da história. “Ela é muito disciplinada e se entregou para o papel. Jamais admitiria usar uma dublê. Tinha uma cena de sexo em que era necessário usar o contorcionismo. Ela foi lá e fez”.

A desenvoltura é resultado de seis meses de preparação diária com aulas de ioga, além de treinos de contorcionismo e dança do ventre que somavam até quatro horas. “No final, conseguia colocar o pé na cabeça e virar o corpo ao contrário”, diz a atriz. “Foi um processo muito bonito porque era físico, e não mental. Não precisei intelectualizar essa personagem. De repente, ela estava lá”.

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