Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
Vida

Cabeça feita: nova técnica combate a calvície

Muitos famosos já se renderam ao Follicular Unit Extraction (FUE), técnica vinda do Japão



1.jpg O médico cirurgião Roberto Vieira explica o uso da técnica Folicular Unit Extraction
03/06/2013 às 09:37

O uso frequente de boné, lavar a cabeça muitas vezes ou o stress não deixam ninguém calvo. Podem acelerar o processo, mas 1/5 da população mundial que tem o gene dominante da calvície vai perder os cabelos tendo ou não esses hábitos. A boa nova é que, hoje em dia, só dá adeus aos fios quem quer ou quem não tem condições financeiras para reverter à situação.

Atualmente, a grande possibilidade para voltar a sua versão cabeluda veio do Japão, a técnica Follicular Unit Extraction (FUE). É um transplante capilar sem cicatriz aparente, sem dor e com um pós operatório tranquilo. É muito utilizada em países europeus, mas se aplica timidamente no Brasil. Em Manaus, apenas o cirurgião plástico Roberto Vieira realiza esse procedimento (inf.: 3198-3838).

“Primeiro o paciente deve raspar a parte doadora na máquina um. Depois através de um pequeno instrumento chamado “punch”, as unidades foliculares (fios de cabelo até a raiz) são retiradas uma a uma e colocadas na zona calva”, explica o Dr. Roberto Vieira.

Muitos famosos já se renderam ao FUE. Em 2011, o ator Marcos Pasquim recebeu elogios por causa do novo visual. Ele preencheu as laterais e fez uma nova (quase) franja. Na época declarou em entrevista:

“Peguei cabelo de trás e coloquei aqui na frente. Agora tenho cabelo pra caramba. Com 31, 32 anos, ja tinha umas entradas enormes. Se não fizesse nada iria ficar careca mesmo”.

Antigamente



Na forma de transplante, antigamente conhecido como Follicular Unit Transplantation (FUT), as unidades foliculares são removidas em uma longa faixa de couro cabeludo, geralmente com 1,5 por 10 cm.

Apesar das desvantagens da FUT, como a cicatriz, essa era a única opção de cirurgia há até pouco tempo. E foi o que fez Raimundo Correia, 52, comerciante. “Gostei de fazer o transplante, fiquei muito feliz com o resultado. O único incomodo é que inicialmente onde os cabelos são colocados coça muito”, afirma.

Ao saber da nova técnica, que pode inclusive cobrir a cicatriz da cirurgia passada, Raimundo ficou muito interessado e já marcou uma consulta com o Dr. Roberto Vieira para saber mais.

Outros métodos

Sem transplantes, a maneira de atrasar a viagem, só de ida, dos fios capilares é fortalece-los com xampus, cremes e pílulas. Finasteride é comprovadamente um bom remédio para a calvície. A resposta ao finasteride pode ser observada após 6 a 8 meses de tratamento com 1 mg por dia, porém, os pacientes devem ser encorajados a tomarem a medicação por pelo menos 2 anos para melhor análise do resultado. A diminuição da libido ou disfunção de ereção é um efeito colateral que pode acontecer.

Shampoo de Cetoconazol a 2% é um antifúngico usado no couro cabeludo promovendo a diminuição da população de fungos no couro cabeludo, redução do excesso de oleosidade (o sebo é rico em DHT) e alguns estudos mostram que ele também promove uma inibição local dos níveis de DHT. É recomendado usar de duas a quatro vezes por semana .Antes de começar algum tratamento, consulte seu dermatologista.


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