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Cachorros x Gatos: rivalidade entre as espécies é apenas cultural, diz especialista

Segundo veterinária, os animais podem conviver juntos, dependendo da maneira como são criados pelos donos 27/11/2016 às 11:00
Show pets c o gato
Gatos e cachorros têm diferenças, mas nada que os impeça de usufruir de uma convivência harmoniosa
Natália Caplan Manaus

A inimizade entre animais, principalmente, caninos e felinos é tratada como algo comum. Há até pessoas que declaram gostar somente de um, depreciando o outro. Porém, apesar de ser encarada como algo normal, essa rivalidade não existe. É o que afirma a veterinária Juliana Packness. “Isso é um mito. O que acontece é que são duas espécies distintas, domesticadas pelos humanos e, às vezes, esperamos o mesmo comportamento de ambos”, afirma. “A rivalidade de fato não existe, mas existem comportamentos específicos dessas espécies e, com manejo dos donos, é possível criar uma relação pacífica”, completa.

Ela explica que uma das características predominantes dos gatos é o territorialismo e eles são naturalmente mais selvagens que os cães. Por isso, é necessário respeitar o tempo do bichano para se acostumar com um novo colega, reconhecendo e respeitando as peculiaridades de cada animal. “Os gatos sempre vão querer dominar a casa como se fossem os donos. Eles vão brigar com cães e até mesmo com outros gatos por isso. Eles são dominantes e vão atrás do que existe de melhor na casa: a cama do cachorro, o pote de água do cachorro e, é claro, a atenção que o ‘irmão’ canino recebe”, enfatiza.

Segundo a especialista, formada pela Universidade Metodista de São Paulo, os cachorros apresentam um comportamento diferente quanto ao domínio de territórios, conforme a criação. Se tratados como “xodó” da família, recebendo atenção exagerada, dificilmente aceitam outro animal em casa, mesmo que seja da mesma espécie. “Normalmente, cães e gatos convivem pacificamente dentro de casa, cada um com seu comportamento, respeitando o espaço um do outro. Mesmo no caso de gatos dominantes, o cachorro geralmente cede espaço para o irmão territorialista”, declara a também especializada em patologia clínica.

Juliana Packness lembra, porém, que “cães de guarda”, aqueles treinados ou deixados no quintal para “vigiar” a casa, adquirem um comportamento mais feroz e, consequentemente, enxergam o gato como uma presa. Por isso, é comum cães criados nesse sistema atacar gatos que passeiam pelas ruas e nos quintais dos vizinhos. “No caso de cachorros não receptivos com o colega felino, os donos devem introduzir aos poucos a convivência, reservando um cômodo exclusivo da casa para deixar o novo integrante da família”, declara. “E apresentá-los em alguns momentos do dia até a aceitação”, finaliza a veterinária.

Iandra Roque Duarte, 17, dona de Bento (Poodle de 2 anos) e Capitu (gata de 6 meses)

“Eles brincam muito e dormem no mesmo local sempre que possível. No início, ele estranhou muito, porque viveu um ano e meio sendo o único animal da casa. Deixávamos os dois soltos, e ficávamos observando. A adaptação aconteceu naturalmente. Uma hora, estão deitados juntos e, em outra, estão correndo de um lado para o outro. Eu acredito que é a maneira que criamos que vai determinar se haverá rivalidade ou não. Senão deixássemos juntos, levando em consideração essa ‘rivalidade’, eles não se dariam bem como hoje. A vizinha tem um cachorro muito agressivo, que chegou a atacar minha tia. Um dia desses a Capitu sumiu e quando fomos procurá-la, ela estava dentro da casinha dele. Ficamos impressionadas e até assustadas. Mas ela estava simplesmente brincando com ele.”

Amigo disponível

Luke é um gatinho resgatado, com aproximadamente 6 meses. Ele é carinhoso, brincalhão e um bom exemplo de que a convivência harmoniosa com cães é possível. Interessados em adotá-lo podem ligar ou enviar mensagem para: 98168-9141.

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