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Calvície atinge cerca de 50% dos homens e 5% das mulheres

Chances de manifestá-la aumentam com a idade e as causas, além da genética, também podem ser emocionais. 11/08/2015 às 21:40
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Tratamentos para a calvíce dependem do grau e do componente genético presente no problema, que afeta mais os homens.
Luana Carvalho Manaus (AM)

Estima-se que 50% dos homens e pouco mais de 5% das mulheres sofram com a alopecia androcronogenética, a famosa e temida calvície. As chances de manifestá-la aumentam com a idade e as causas, além da genética, também podem ser emocionais.

O dermatologista Alcidarta dos Reis explica que existem três causas de calvície. A principal delas é a ‘alopecia androcronogenética’. “Genética porque é herdada; crono porque piora com o tempo e andro porque é acentuada pelo hormônio masculino, por isso é mais presente e mais precoce nos homens”.

A calvície pode ser menos perceptível na mulher até a chegada da menopausa. “Na época do climatério, ela se acentua e se torna mais evidente, não há perda total do cabelo, mas há uma rarefação”, explica.

De acordo com o especialista, ainda não há um tratamento que interrompa a calvície hereditária. “Existem algumas perspectivas de tratamentos alternativos que reduzem a calvicíe, mas ainda não há engenharia genética que garanta a cura total, apesar dos muitos estudos que estão sendo desenvolvidos”, ressalta. 

Há ainda outro tipo de queda acentuada de cabelo que é desenvolvida de acordo com as condições emocionais. Em alguns casos atinge apenas alguns pontos da cabeça. Em outros, a perda pode ser maior. “A alopecia areata atinge algumas áreas com queda abrupta. Mas pode ser tão intensa  que chega a  atingir todo o cabelo e outras áreas do corpo, como sobrancelha e barba”, relata.

O problema emocional desencadeia uma produção de anticorpos contra os próprios pêlos. Traumas, acidentes, perdas de parentes, separação conjugal e estresse intenso são os principais relatos de quem procura as clínicas de dermatologia, segundo o especialista.

“A calvicíe chega a abalar a saúde dos pacientes. As mulheres sofrem ainda mais e procuram  cada vez os dermatologistas para esse tratamento de rarefação, que atrapalha a fisionomia e o relacionamento social da paciente”.

O engenheiro químico Marcelo Monteiro, 30, sofreu com a calvície emocional. Além da queda de cabelos, ele notou que a barba não estava mais nascendo em determinadas áreas do rosto.

“Foi um momento de muito estresse que eu estava passando na minha vida. De repente vi que aquilo se refletiu no meu corpo. Rapidamente procurei um especialista e estou há quatro meses fazendo tratamento”, relata.

Alcidarta alerta, ainda, para uma terceira causa d a calvície: a falta de nutrientes e vitaminas necessárias. “A queda mais comum pode ser causada por muitas coisas, mas a principal delas é a deficiência de nutrientes, como ferro, por exemplo, que faz o cabelo cair. Doenças febris também acentuam a queda”. Para os dois últimos casos, já existem tratamentos eficazes.

Robô Artas é a última esperança

Dados da Sociedade Brasileira para Estudo do Cabelo (SBEC) mostram o tamanho do problema da calvície no Brasil: são 42 milhões de homens com o problema. A estimativa é a de que a calvície atinja 10% deles entre os 20 e os 30 anos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS ) estima que metade da população masculina do planeta terá algum grau da disfunção até os 50 anos. Preocupada com o problema, a dermatologista Montaha Jasserand, iniciou o tratamento de implante de cabelo por meio de robô, o Artas.

O equipamento, segundo a especialista, é a última palavra em tecnologia para o tratamento com a calvície de forma indolor e minimamente invasiva.

“O resultado é tão impressionante quanto o processo, que evita internação e cortes”, explica a médica. “Não estamos apenas trazendo um equipamento. Estamos nos qualificando ainda mais para implantar o centro de tratamento capilar”, explica Montaha.

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